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Lançamentos do livro “Rosa Luxemburgo: a águia da revolução”, de Diana Assunção, reúnem mais de 800 pessoas pelo Brasil

Parte da edição: 16.11.2025

O livro de Diana Assunção, lançado em maio deste ano, faz um mergulho na vida e obra da revolucionária polonesa Rosa Luxemburgo de uma perspectiva inovadora e inédita no Brasil. O prefácio é de Isabel Loureiro, professora que editou uma série de livros sobre Rosa Luxemburgo e a contracapa foi escrita por Rita Von Hunty. O posfácio é de Guillermo Iturbide, militante do Partido dos Trabalhadores pelo Socialismo (PTS) que editou parte importante das obras de Rosa na Argentina. Além disso, o livro conta com o projeto gráfico da artista plástica e bióloga Lina Hamdan que retratou o herbário de Rosa Luxemburgo na capa e em todas as aberturas de capítulo. Há também uma cronologia da vida de Rosa e dos grandes fatos políticos mundiais bem como um glossário de partidos para ajudar na compreensão das discussões. O caderno de imagens tem mais de 80 fotos, algumas inéditas, e no livro há também a última carta de Clara Zetkin para Rosa Luxemburgo, que ela infelizmente não chegou a ler por conta de seu brutal assassinato. Essa carta também é inédita no Brasil.
São treze capítulos que abordam profundamente desde a luta política de Rosa com Eduard Bernstein com Reforma social ou revolução?, os debates sobre “ministerialismo socialista”, as impressionantes greves de massas na Bélgica e a luta pelo sufrágio feminino universal, os debates com Lênin sobre “jacobinismo militante”, a análise sobre Greve de massas, partido e sindicatos diante da Revolução Russa de 1905 e todas as suas lições, os primórdios da ala esquerda da II Internacional, o debate de estratégias com Karl Kautsky e a posterior crise da social-democracia alemã diante da I Guerra Mundial. Além disso, aborda com detalhes os debates sobre a Revolução Russa de 1917, a Revolução Alemã de 1918, o intenso combate em janeiro de 1919 até o assassinato de Rosa Luxemburgo. Tudo isso com as importantes conclusões e expressões das confluências e divergências com Lênin e Trótski e os debates sobre a questão nacional em Rosa Luxemburgo. Diana apresenta uma reflexão inédita sobre os luxemburguistas no Brasil e as origens do Partido dos Trabalhadores. O livro também traz um estudo emocionante sobre o herbário de Rosa Luxemburgo, com imagens do herbário de Rosa em diversos momentos de sua vida. De maio a novembro deste ano, foram 9 lançamentos, reunindo mais de 800 pessoas e diversos intelectuais em várias cidades do país. O primeiro grande lançamento aconteceu na Casa Marx São Paulo, no dia 23 de maio, e contou com a presença da autora, de Isabel Loureiro, Rita Von Hunty, Guillermo Iturbide e com a mediação de Letícia Parks. Durante esse primeiro debate, Isabel Loureiro salientou que “o livro é original e traz uma ligação original entre o herbário de Rosa e sua militância revolucionária. O livro faz uma belíssima homenagem à Rosa Luxemburgo ao fazer esta bela edição com o herbário e ao mostrar o vínculo íntimo entre a crítica ao capitalismo, e o socialismo e a luta pela preservação da vida na terra”. Rita Von Hunty centrou sua fala no capítulo 13 do livro de Diana: “Na conclusão de seu livro, Diana faz uma discussão muito afiada sobre o balanço do PT (...) a coisa mais viva da espontaneidade de classe para Rosa Luxemburgo é a participação do povo nos rumos da política. De um lado você tem 40 anos de PT e de outro a classe trabalhadora que grita pelo fim da escala 6x1; de uma lado um partido que diz ‘vamos governar com a burguesia’ e que segue tendo milhares de militares no governo, e, de outro o povo que pede pelo fim da anistia”. Guillermo Iturbide afirmou: “A única forma de ser fiel ao marxismo verdadeiramente libertário como o de Rosa Luxemburgo, radicalmente anti burocrático e que busca que a classe operária se autodetermine, é combinar os aportes de Rosa Luxemburgo com os aportes de Lênin e Trótski, como faz Diana em seu livro”. Já em sua fala, Diana disse: “é preciso resgatar os fios de continuidade do pensamento de Rosa Luxemburgo, da defesa da revolução socialista e do enfrentamento com os setores reformistas que queriam desviar a luta revolucionária e fazer uma reforma dentro do sistema capitalista. Rosa é marcada por essa batalha”.  Com a Casa Marx lotada, mais de 300 pessoas acompanharam o debate e puderam também ver a exposição Rosa Luxemburgo: vida e revolução, uma parceria da Casa Marx com a fundação Rosa Luxemburgo, com quadros que contam a história da revolucionária, além da instalação O Herbário de Rosa Luxemburgo, da artista plástica e bióloga Lina Hamdan. A exposição se estendeu até meados de agosto, com entrada gratuita. Esse grande lançamento foi também divulgado pelo jornal Folha de São Paulo e Metrópoles. Veja aqui o debate do lançamento completo na Casa Marx São Paulo, no YouTube da Casa Marx: https://www.youtube.com/watch?v=KnkXzvE2zCk O segundo lançamento aconteceu no dia 27 de Maio, no IFCH-Unicamp, com a presença de Fábio Mascaro Querido, Professor livre-docente do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Unicamp; Guillermo Iturbide das Edições IPS na Argentina, mediação de Ana Vitória Cavalcante estudante da Unicamp, além da autora do livro. Fábio pontuou que “Para nos ajudar a fazer essa síntese revolucionária de Lênin, Trótski, Rosa e assim por diante, o livro da Diana Assunção é fundamental e mesmo decisivo e vem numa hora mais do que oportuna. Veja aqui o debate do lançamento completo que aconteceu na Unicamp: https://www.youtube.com/watch?v=vor1QzpI-Bo Já no dia 10 de junho foi a vez do emocionante lançamento do livro no Sindicato dos Trabalhadores da USP, sindicato no qual Diana foi Diretora por 6 anos, além de ter sido por outros três diretora de base. O debate contou com Claudionor Brandão, diretor histórico do Sintusp, e mediação de Patrícia Galvão, também diretora do Sintusp. Estiveram presentes trabalhadores e estudantes da USP, em um debate que mostrou com muita força que o livro de Diana Assunção é uma ferramenta para fortalecer a luta da nossa classe pelo socialismo. Brandão se emocionou muito ao ler, no debate, a última carta de Clara Zetkin para sua grande amiga e camarada Rosa Luxemburgo na prisão, em 1919. A carta, inédita até então no Brasil, nunca foi lida por Rosa, que foi assassinada antes de recebê-la.  Na UFMG o lançamento aconteceu em Setembro, no dia 05, e contou com a presença de Isabel Loureiro, professora aposentada da Unesp e autora do prefácio do livro; Gustavo Seferian, professor da faculdade de Direito da UFMG, e com a mediação de Maria Fernanda, mestranda pela UFMG; além de Diana. Gustavo pontuou que “Um dos mais importantes e primorosos capítulos do livro de Diana é o que aborda a influência de Rosa Luxemburgo não só na construção do PT, mas no que é a construção das organizações no nosso país”. Isabel, abordando as visões distintas que tem com Diana em relação à Rosa, disse fraternalmente que “A maior divergência que nós temos é em relação a leitura da Revolução Alemã, e Diana argumenta muito bem seu ponto de vista, de que havia a possibilidade de uma revolução socialista proletária na alemanha naquele momento (...) só a que partir de 1960 os historiadores que se debruçaram nos arquivos dos conselhos operários que surgiram durante a revolução alemã, viram que os conselhos não queriam o poder político como foi na Rússia, e sim a democratização do país. (...)”. E Diana, em sua fala abordou: “No livro eu não digo que existia a possibilidade sim ou sim da revolução na Alemanha, o que enfatizo é justamente que a classe operária estava se movimentando e que a social democracia estava lutando para conter a atividade das massas e impedir que esses conselhos se desenvolvessem e não à toa, no final de 1918, Rosa Luxemburgo não estava em nenhum desses dois partidos da social democracia”. Assista aqui o debate do lançamento completo que aconteceu na UFMG: https://www.youtube.com/watch?v=oxAp1upmXqA Em Porto Alegre o lançamento aconteceu na Livraria Paralelo, no dia 04 de outubro, com o nome de Socialismo ou Barbárie - Rosa Luxemburgo: a águia da revolução, e teve a participação de Valdete Souto Severo, professora da UFRGS, juíza do trabalho da 4ª região e pesquisadora; juntamente com Diana Assunção e a mediação de Gabriela Mueller, estudante da Ufrgs. Valdete afirmou que “o livro de Diana parece um diálogo, parece que há uma troca. Diana reivindica o tempo todo o texto da Rosa, dialoga com ele e acrescenta uma atualidade nesse texto”. A atividade aconteceu em meio à prisão dos ativistas da Global Sumud Flotilha pelo Estado Sionista de Israel e o debate se somou à campanha de libertação dos ativistas. Em seguida foi a vez da UFABC, no Campus de São Bernardo do Campo, no dia 07 de outubro, com a presença de Lincoln Seco, professor de História contemporânea da USP; Maíra Machado, professora e coordenadora da APEOESP de Santo André; mediação de Adeline Coelho, estudante da UFABC e da autora. O  lançamento teve o forte nome de Diante da barbárie capitalista responsável pelo genocídio na Palestina, entoamos o grito de Rosa Luxemburgo e contou com profundas trocas sobre a Rosa Luxemburgo e os luxemburguistas no Brasil. Lincoln Seco pontuou: “eu queria dizer que o livro de Diana é uma obra sobre uma revolucionária, de uma militante revolucionária. Já conheço a Diana há bastante tempo, porque ela trabalha na mesma universidade que eu. Foi perseguida inclusive, pelas posições que ela defende. Nada mais coerente de uma pessoa como ela escrever sobre uma pessoa como a Rosa Luxemburgo”. Maíra afirmou que “este livro está dedicado às crianças palestinas e podemos afirmar aqui que a Palestina é hoje o coração da luta anti imperialista, dizer isso enquanto falamos sobre a trajetória e o combate de Rosa Luxemburgo é muito importante porque suas ideias dizem respeito à atualidade e esse livro é uma ferramenta para enfrentar o momento que vivemos”. Veja aqui o debate do lançamento completo que aconteceu na UFABC: https://www.youtube.com/watch?v=mGslKbVNtYk Na recém inaugurada Casa Marx do Rio de Janeiro, o lançamento aconteceu no dia 25 de outubro com vários estudantes, trabalhadores e intelectuais, incluindo a querida atriz Carolina Kasting. A mesa de debates contou com a presença Virgínia Fontes - professora de História da UFF; Simone Ishibashi - doutora em Economia Política Internacional pela UFRJ; mediação de Lina Hamdan - artista visual e autora do projeto gráfico do livro; e da autora. Virgínia apontou que tem uma parte do livro na qual existe um debate e uma conversa séria, enriquecedora e extremamente amistosa, e isso não quer dizer que não haja contrapontos, entre Diana e Isabel Loureiro. É uma conversa de sororidade entre mulheres revolucionárias”.  Também na Casa Marx do Rio de Janeiro, foi inaugurada a exposição Rosa Luxemburgo: vida e revolução, uma parceria da Casa Marx com a fundação Rosa Luxemburgo, com quadros que contam a história da revolucionária, além da instalação O Herbário de Rosa Luxemburgo, da artista plástica e bióloga Lina Hamdan. A exposição segue em exibição na Casa Marx do Rio de Janeiro e fica até dia 25 de novembro e a entrada é gratuita. Veja aqui o debate do lançamento completo que aconteceu na Casa Marx do Rio de Janeiro: https://www.youtube.com/watch?v=lWt6qM1OlE0 Dia 29 de outubro foi a vez da UNIFESP de Osasco, com a presença de Antonio Mota Filho - professor da Unifesp Osasco, Iuri Tonelo - professor da Unifesp Guarulhos, Giovana Labigalini - professora da Unifesp Osasco e de Diana Assunção. O lançamento se iniciou com rechaço à chacina de Cláudio Castro, que aconteceu no mesmo dia no Rio de Janeiro. Antonio afirmou que o livro de Diana “tem uma capacidade de contribuir para as atualizações do debate sobre a Rosa Luxemburgo” e que “o livro aborda Rosa como uma mulher de partido”, remarcando o debate sobre a revolução de 1918. Iuri Tonelo disse que o livro “sela um acerto de contas com a interpretação reformista brasileira da obra de Rosa Luxemburgo, reencontrando o verdadeiro cerne de seu pensamento e ação política: uma obra orientada pela revolução socialista”. Encerrando o ciclo de lançamentos deste ano, no dia 05 de novembro aconteceu o lançamento na UFRN, impulsionado pelo Instituto Casa Marx, em parceria com o GEPTED, o QTMOSS e o LABEPECS.  Contou com a participação de Silvana Mara - Professora de Serviço Social da UFRN; Lorena Amorelli - Psicanalista e doutoranda em Psicologia pela UFRN e da autora, Diana Assunção. A mediação ficou por conta de Araçá Rivera, estudante de Letras/UFRN.   Mais debates e lançamentos estão previstos para acontecerem no ano que vem. O livro pode ser adquirido aqui: https://www.iskra.com.br/produtos/rosa-luxemburgo-a-aguia-da-revolucao/