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Congo: genocídio, recursos minerais e atualidade | Entrevista com Prosper Dinganga Sikabaka

23.11.2025

Parte da edição: 23.11.2025

Nesta conversa com o Instituto Casa Marx, o ativista Prosper Dinganga Sikabaka — natural da República Democrática do Congo, há 13 anos vivendo no Brasil, formado em Relações Internacionais e idealizador e coordenador do coletivo A Voz do Congo — oferece uma análise histórica e política profunda sobre as continuidades do colonialismo no continente africano e a luta do povo congolês por autodeterminação. Ao longo da entrevista, Prosper recupera a história brutal do Congo sob o domínio de Leopoldo II, rei da Bélgica, que transformou o território em uma colônia de exploração privada marcada por uma das maiores tragédias humanitárias da era moderna. A partir da Partilha da África e da Conferência de Berlim, ele analisa como o projeto colonial europeu deixou marcas estruturais que ainda moldam a política e a economia congolesas.

Prosper discute também:

• A herança colonial belga e o papel do imperialismo contemporâneo na manutenção da instabilidade e da violência após a independência em 1960.

• Como o saque de minerais estratégicos — como coltan, cobalto e ouro — sustenta a lógica de dominação e dependência, envolvendo grandes corporações transnacionais e potências estrangeiras interessadas nos recursos fundamentais para a tecnologia e a transição energética.

• A presença da missão de paz da ONU (MONUSCO) e a denúncia que podemos fazer, com a tutela internacional e a perpetuação da ocupação, sem que haja posicionamento do governo brasileiro sobre a violência no país.

• E, finalmente, o trabalho e os objetivos do coletivo A Voz do Congo, que atua no Brasil para denunciar o massacre em torno dos minerais e fortalecer as vozes africanas e migrantes na luta por justiça.

Assista até o fim e conheça as reflexões de Prosper Dinganga Sikabaka sobre a atualidade da luta anticolonial, a resistência congolesa e a necessidade de uma solidariedade internacionalista entre os povos oprimidos.