Essa discussão se conecta também a processos recentes que ajudam a entender o momento internacional, com o final de 2025 marcado por uma greve geral na Itália em solidariedade ao povo palestino e em repúdio ao genocídio levado adiante por Israel, além de uma forte greve geral neste início de ano na Bolívia contra a política de ataques do governo, apontando como a crise e a resposta dos trabalhadores e da juventude estão atravessando diferentes países e se expressando de formas diversas, mas com um traço comum de enfrentamento às políticas repressivas e aos ajustes.
A entrevista também passou pela conjuntura nacional frente ao ano eleitoral no Brasil, ressaltando a importância de que a esquerda radical abra uma mesa diálogo para debater pontos fundamentais em que possam convergir, não só nas eleições mais concretamente desde já:
"Em primeiro lugar, a gente se unir na luta anti-imperialista e internacionalista, o que contribui para enfrentar a extrema-direita no Brasil. A gente se unir no apoio ativo a cada uma das lutas que surgem, especialmente as greves. E da gente pautar no país a luta contra esse regime político podre e sua relação com o Estado capitalista. E eu acho que mesmo o debate eleitoral da esquerda precisa muito passar por questões desse tipo, não só pensando o programa a levantar lá na frente, se a gente vai conseguir unir as legendas dos grupos distintos, mas buscando essa luta concreta no que a gente tem acordo agora também, que são tarefas fundamentais desse momento."
Assista entrevista completa: