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Entrevista de Diana Assunção no canal Farol Brasil

08.02.2026

Parte da edição: 08.02.2026

Confira a entrevista de Diana Assunção, dirigente nacional do MRT, ao programa Farol Brasil, com Mauro Lopes, exibida na terça-feira, 27, em uma conversa voltada a discutir a conjuntura de 2026, que já aparece marcada por forte ingerência imperialista na América Latina e por movimentos importantes da luta de classes no próprio centro do imperialismo, com destaque para os protestos e paralisações contra a repressão do ICE e contra os assassinatos cometidos por suas operações, especialmente em Minneapolis, onde no último final de semana dezenas de milhares foram às ruas e houve uma greve expressiva mesmo com temperaturas em torno de 20 graus negativos.

Essa discussão se conecta também a processos recentes que ajudam a entender o momento internacional, com o final de 2025 marcado por uma greve geral na Itália em solidariedade ao povo palestino e em repúdio ao genocídio levado adiante por Israel, além de uma forte greve geral neste início de ano na Bolívia contra a política de ataques do governo, apontando como a crise e a resposta dos trabalhadores e da juventude estão atravessando diferentes países e se expressando de formas diversas, mas com um traço comum de enfrentamento às políticas repressivas e aos ajustes.

A entrevista também passou pela conjuntura nacional frente ao ano eleitoral no Brasil, ressaltando a importância de que a esquerda radical abra uma mesa diálogo para debater pontos fundamentais em que possam convergir, não só nas eleições mais concretamente desde já:

"Em primeiro lugar, a gente se unir na luta anti-imperialista e internacionalista, o que contribui para enfrentar a extrema-direita no Brasil. A gente se unir no apoio ativo a cada uma das lutas que surgem, especialmente as greves. E da gente pautar no país a luta contra esse regime político podre e sua relação com o Estado capitalista. E eu acho que mesmo o debate eleitoral da esquerda precisa muito passar por questões desse tipo, não só pensando o programa a levantar lá na frente, se a gente vai conseguir unir as legendas dos grupos distintos, mas buscando essa luta concreta no que a gente tem acordo agora também, que são tarefas fundamentais desse momento."

Assista entrevista completa: