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Interpretações chinesas: Karl Marx e Max Weber

Por André Barbieri |
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Este trabalho foi apresentado por André Barbieri no evento Historical Materialism Conference 2026, realizado no Rio de Janeiro entre os dias 21 e 23 de julho.

Karl Marx (1818-1883) e Max Weber (1864-1920) foram representantes seminais do pensamento sociológico. Sua influência sobre a fortuna crítica mundial transcende a quadra histórica em que viveram. Explica-se, em parte, esse influxo sobre os trabalhos sociológicos, econômicos e filosóficos posteriores pela combinação particular que estabeleceram entre teoria e prática. Ambos buscaram contribuir, por caminhos avessos, nas transformações que se operaram na economia e na política mundiais fruto das guerras napoleônicas e do Congresso de Viena (1814-1815). 

Marx desenvolveu sua teoria como uma crítica da economia política do capital, cujo modo específico de produção buscou compreender e expor em sua obra, com o objetivo de pensar a emancipação da humanidade diante das cadeias de exploração mediante a autodeterminação histórica dos seus segmentos mais oprimidos. Weber desenvolveu sua teoria como justificativa do modo de ser do capital, e buscou compreender as raízes desse modo de produção nas representações simbólico-religiosas (como o protestantismo) e sua relação com as formas específicas de dominação estatal no Ocidente. Marx foi o fundador da Associação Internacional dos Trabalhadores, que visava uma organização coordenada dos esforços das classes subalternas em todo o mundo no enfrentamento à espoliação capitalista. Weber trabalharia junto ao Estado imperial alemão com a finalidade de expandir seu papel na ordem global, com a unificação nacional de 1871. 

Com tais perspectivas históricas contrapostas, é curioso que tanto Marx quanto Weber tenham dedicado parte substancial de sua atenção ao Oriente, em particular à China. A meados do século XIX, as informações que chegavam ao público europeu passavam a ter outras fontes que não os antigos relatos de missionários: periódicos políticos norte-americanos e europeus, a partir da Primeira Guerra do Ópio e a entrada forçada dos navios britânicos nos portos chineses, veiculavam com regularidade notícias sobre a situação interna do império Qing. Como mostra Kevin Anderson (2019), em diálogo crítico com Edward Said, Marx teve interesse particular em estudar, já na década de 1850, a situação de povos orientais como a Índia e a China, e o impacto que a derrota do colonialismo britânico em seus empreendimentos asiáticos teria sobre as transformações sociais na Europa. Em seus trabalhos, a vida interna das populações oprimidas na Ásia, e as tensões geradas pelos empreendimentos coloniais das potências europeias, são escrutadas em sua particularidade, como podemos observar em cartas e documentos presentes na edição das Collected Works de Marx (disponível no idioma inglês), e também na edição da Marx-Engels Gesamtausgabe (MEGA) na Alemanha. Nestes trabalhos, Marx se ocupa com as agitações insurrecionais da população camponesa e urbana da China contra a miséria, as arbitrariedades e desmandos da colonização capitalista europeia, que levavam o país “à beira do abismo, e talvez sob a ameaça de uma revolução violenta” (Marx, 2016, p. 29). Com efeito, transformações epocais adviriam na China fruto dos distúrbios causados pelo imperialismo estrangeiro, a começar pela queda da dinastia Qing em 1911.

Weber, pouco depois da Revolução Xinhai de 1911, dirigia seu olhar às possibilidades do desenvolvimento capitalista na China. O sociólogo de Erfurt preocupou-se com as sociedades orientais já em um estágio tardio de sua produção intelectual, estudando as formações religiosas da Ásia. Em seu ensaio A religião da China, publicado em 1915, Weber toma como ponto de partida a inquietação já presente em seu trabalho A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904), e busca compreender a relação entre as prédicas centrais do confucionismo e do taoísmo e a ausência do desenvolvimento da racionalidade capitalista na China. Para Weber, ao não exercer o mesmo impulso acumulador que o protestantismo, o confucionismo concentra suas energias na transcendência interior, desfavorável ao desenvolvimento do que ele chamava de “uma economia moderna e racional”. A burocracia estatal chinesa, deixada aos caprichos do imperador, não apresentaria na opinião de Weber um modelo adequado à previsibilidade institucional e legal que fomenta o modo de produção capitalista.

As preocupações de Marx e Weber sobre a integração da China no sistema econômico-político capitalista, portanto, caminhavam em sentidos opostos. Queremos abordar essas diferenças em contexto. Como se deu, na visão particular de cada um deles, a entrada do capital europeu na China? Que tipo de formação política se encontrava na China e quais mudanças podem ser identificadas nessa ingerência estrangeira? Que tipo de efeitos sociais Marx e Weber elencam como os principais?

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Aqui vamos fazer um breve esboço das posições gerais, para os propósitos dessa exposição. 

Max Weber simpatiza com a organização econômica do capital. Como diz o professor Gabriel Cohn, para Weber o capitalismo moderno seria a forma mais racional e eficaz de suprir as necessidades cotidianas, ainda que a burocracia estatal devesse se cuidar para não converter esta racionalidade em fossilização da liberdade de ação dos agentes econômicos. 

No Capítulo 24 d’O Capital, Marx mostra como o capitalismo se edifica no curso de um longo processo histórico que separa o trabalhador de seus instrumentos de trabalho, ou seja, que priva a capacidade vital de trabalho dos seres humanos das condições objetivas de sua realização. Em explica que quem não controla estas condições materiais de produção, está consagrado ao trabalho assalariado, em que os trabalhadores entregam gratuitamente trabalho excedente aos capitalistas que se beneficiam com a exploração do trabalho alheio. 

Para Weber, isto constituía a ordem natural da economia humana. Seguindo nisso os passos de Smith e Ricardo, Weber representava o produto mais desenvolvido da sociedade em que vivia - o indivíduo burguês isolado - como uma manifestação espontânea da natureza, que teria chegado com o capitalismo à sua última fase.

É nesta perspectiva que, na obra A ética protestante e o espírito do capitalismo, Weber desenvolve historicamente as motivações do surgimento do capitalismo na Alemanha, e mais amplamente no Norte da Europa. A sua principal tese neste livro é que certas crenças religiosas, especialmente do protestantismo ascético (como o calvinismo), contribuíram decisivamente para o surgimento e consolidação do espírito do capitalismo moderno. Diferente do ascetismo monástico (que se separava do mundo), o ascetismo calvinista incentivou uma ética de trabalho disciplinada, racional e voltada para o sucesso material. Isso levou à valorização do trabalho árduo, da frugalidade e da disciplina — características que Weber identifica como centrais ao “espírito do capitalismo”. 

Para que isso acontecesse, algumas características derivadas do protestantismo cumpriram certo papel: a seleção irrestrita de meios para atingir um fim, o cálculo sobre a melhor maneira de se servir do trabalho e da natureza para abrir caminho ao benefício pessoal, a constituição de instituições governamentais estáveis para assegurar a acumulação: tudo isso é parte da chamada “racionalidade capitalista”. 

E o que Weber dizia em seus estudos sobre a China? No ensaio “The Religion of China: confucianism and daoism” (A Religião da China: confucionismo e taoismo), ele diz que, neste país, não houve um sistema religioso, ou instituições estatais, que dessem origem ao que ele chama de “racionalidade capitalista”. Weber costuma tratar tendências filosóficas orientais como “religião”, o que é uma interpretação problemática (a filosofia ética do confucionismo diz respeito à conduta moral e política dos chineses, destituída de submissão extramundana). De todo modo, do ponto de vista do que a obra concebe como “crenças religiosas”, Weber diz que nem o confucionismo, nem o taoísmo, representariam aquela transcendência externa própria ao puritanismo ocidental. Cada um à sua maneira: o confucionismo não seria adaptável ao capitalismo, pela valorização da ordem moral e social e o aperfeiçoamento por meio da prática das virtudes; o taoismo, concentrado na harmonia com o princípio universal através da “não ação” ou “ação sem esforço”, também não conseguiria atingir a expansão dominadora do puritanismo. Nenhuma destas tradições prezava a acumulação material, e muito menos ligava essa acumulação com um sinal de bênçãos e recompensas divinas. 

Do ponto de vista das instituições, Weber afirma que o Estado chinês é patrimonialista. As ramificações típicas deste Estado, sua administração política e seu sistema judiciário, todos estavam fundadas no favorecimento privado daqueles mais próximos ao imperador. Isto eliminava aquilo que, segundo Weber, sustentava o capitalismo no Ocidente: a administração previsível e racional baseada na aplicação de leis fixas. A indústria não poderia ter se desenvolvido sem estas garantias institucionais. 

Fruto disso, as cidades na China não estavam desenvolvidas. Sem cidades modernas, unidades civis autônomas e dinâmicas como parte de uma forte sociedade civil, seria impossível, segundo Weber, o desenvolvimento do capitalismo moderno e a ambição individual dos empreendedores. É por isso que oporá a “irracionalidade” das instituições patriarcais na China com a racionalidade da burocracia no Ocidente.

Weber, então, estava preocupado em demonstrar porque não havia capitalismo moderno na China como na Europa. Mas faz isso de uma forma que abona a noção de que as economias capitalistas mais avançadas do Ocidente representavam o único modelo evolutivo racional para povos em etapas anteriores de desenvolvimento econômico. 

Weber se encontra preso, então, a uma certa concepção unidimensional e linear da história. Estamos no campo de uma leitura, essa sim, eurocêntrica da história. Em sua irracionalidade ética não-capitalista, a China não demonstraria as qualidades necessárias para prosperar, mesmo que a colonização agressiva da China tenha colaborado para a industrialização europeia. 

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Marx tem uma compreensão distinta de Weber sobre a China. 

A abordagem é inversa: Marx opera em uma visão multilinear da história, que oferece variedade ao desenvolvimento dos povos: como o próprio Marx diz em uma carta de 1877, nada mais contrário ao seu pensamento que “transformar a gênese do capitalismo na Europa Ocidental em um esquema, em uma teoria da marcha geral da história que se impõe forçosamente sobre as nações”. Marx também contraria o dogma da eternidade do modo de produção capitalista: não é um modo de produção “natural”; como os demais, ele surge em determinada fase histórica, e é também por isso um modo de produção transitório. Isso permite um programa de superação do capitalismo. 

Marx dedicou à China muitos artigos, notas e pequenos ensaios entre as décadas de 1850 e 1860 - por exemplo, sobre a história das guerras do ópio, ou as relações comerciais sino-britânicas. Desses trabalhos do Marx, vou me centrar em duas temáticas: a variedade das possibilidades de desenvolvimento na China, e o lugar dela na revolução internacional.

Marx, ao contrário de Weber, tematiza as relações mundiais que retiraram a China da situação de isolamento nacional, tornando limitadas as leituras que buscavam compreender o gigante asiático apenas por sua história interna. N’O Capital, Marx inclui a China dentro do processo estendido de acumulação primitiva de riquezas por parte da classe dominante mercantil no Ocidente, através do colonialismo das potências durante a expansão do mercado mundial. Com a Primeira Guerra do Ópio, em 1840, se consolidou a abertura dos portos, o condicionamento militar da dinastia manchu e a rendição da manufatura chinesa à indústria ocidental. Em outras palavras, apesar de não ter herdado de seu desenvolvimento endógeno um capitalismo industrial, a China se integrou, com suas próprias características particulares, à economia capitalista mundial. 

Essa integração ao mercado mundial capitalista foi feita a mão armada, pela diplomacia das canhoneiras - através das guerras do ópio impostas pelo colonialismo britânico. É interessante que o Engels dizia que, afora a escravidão, nada irritava mais o Marx que a política de entorpecer com ópio um povo inteiro. E foi pelo ópio que o colonialismo britânico empurrou a China aos negócios do capital. Em uma carta a Engels de 1858, Marx escreve o seguinte: “A burguesia experimentou seu século XVI pela segunda vez - um novo século XVI que, espero, será o dobre de finados da sociedade burguesa,assim como o primeiro a colocou no mundo. [...] A dificuldade é a seguinte: no Continente europeu a revolução socialista é iminente, mas não correria ela o risco de ser esmagada, neste pequeno território, considerando o grande território em que o capitalismo começa a conquistar?” 

Em outras palavras, a China estava diante da possibilidade de definir qual a variedade do seu desenvolvimento, que poderia passar pela violência capitalista, ou ser abreviado pela revolução. Não existe aqui determinismo histórico: os caminhos estavam abertos. 

Marx é um crítico feroz do colonialismo britânico na China. Nesta série de elaborações para New York Tribune, ele qualificava a incursão da Inglaterra sobre a China de “ato de pilhagem e pirataria”, e dizia que a Guerra do Ópio foi levada adiante pelos ingleses “com uma brutalidade e ferocidade em conformidade perfeita com o espírito de rapina e cobiça de contrabandistas que desde suas origens os caracteriza”. Só em março de 1857, Marx escreveu 4 artigos dedicados a desmascarar a falsidade dos “argumentos” britânicos no “Caso Arrow” - uma embarcação chinesa legalmente apreendida pelo governo Qing, e usado como incidente pela marinha britânica para abrir a Segunda Guerra do ópio em 1856. Marx mostra que todo o caso não era mais que um pretexto fajuto do primeiro-ministro Palmerston para adiantar os interesses colonialistas da Inglaterra na China. 

Nas cartas diplomáticas, Marx diferencia a selvageria dos britânicos com a paciência e educação dos chineses, e diz que a verdadeira causa das atrocidades inglesas é a “recusa das autoridades chinesas em permitir que seus súditos sejam envenenados com ópio para o benefício financeiro da Companhia Britânica das Índias Orientais e alguns comerciantes britânicos, americanos e franceses sem princípios”.

Em abril de 1857, ele faz uma defesa apaixonada dos chineses nestes termos: 

“Quão silenciosa é a imprensa da Inglaterra diante das ultrajantes violações praticadas diariamente por estrangeiros que vivem na China sob proteção britânica! Nada ouvimos sobre o comércio ilícito de ópio, que todos os anos alimenta o tesouro britânico à custa da vida humana. Nada ouvimos sobre a constante corrupção de suboficiais, por meio da qual o governo chinês é defraudado. Assim, o povo inglês, que não olha além da mercearia onde compra seu chá, está preparado para engolir todas as deturpações que o Ministério e a Imprensa escolhem empurrar goela abaixo do público.” 

Da mesma forma, Marx fez denúncias contundentes das barbaridades britânicas no Egito e na Índia (foi um defensor da revolta dos Cipaios em 1857 contra os ingleses “hipócritas e usurpadores”, e mencionou esse episódio nas suas Notas sobre a história da Índia), e também do colonialismo francês na Argélia, país onde Marx passou mais de dois meses em 1882, e onde pôde denunciar a “arrogância despudorada e vingativa” dos franceses contra toda rebelião dos argelinos. 

Aqui vemos uma diferença interessante: Weber escreveu que um dos déficits da China era “não possuir empreendimentos coloniais” que a impulsionaram industrialmente. Marx, pelo contrário, vocalizou a crítica a todos os empreendimentos coloniais, em especial os que submetiam o Oriente. Como diz o historiador Kevin Anderson, aqui podemos entender como o pensamento de Marx trilhava um caminho muito diferente do eurocentrismo. 

Por último, me interessa mencionar a maneira como Marx integrava a dinâmica da revolução no Oriente e no Ocidente. Marx não tinha uma estreita visão continentalista, como alguns autores querem fazer crer. Ele muitas vezes observava a dinâmica das regiões do mundo para pensar qual poderia ser um centro de gravidade impulsor da revolução no mundo. Depois da derrota das insurreições nacionalistas da Primavera dos Povos em 1848, ele olhou para a Ásia, especificamente para a China e a Índia, como estimuladores da luta anticapitalista. Os bombardeios britânicos abriram caminho à luta de classes na China, e na Segunda Guerra do Ópio, surgiu a chamada Rebelião Taiping.

Marx considerava essa rebelião como a “Revolução Chinesa”, e a tratava assim nestes artigos ao The New York Tribune. Ele ouviu falar dela pela primeira vez no relatório de um missionário alemão, Carl Gutzlaff, que depois de 20 anos na China, ficou horrorizado ao ver na Europa que “não podia escapar da agitação socialista que via ser propagada pelas turbas na China”. A isso, Marx comenta que quando os reacionários europeus fugirem para a Ásia, achando que escaparam da luta de classes, poderão encontrar estampada na Grande Muralha da China: “República Chinesa - Liberdade, Igualdade e Fraternidade”.

Ainda mais emblematicamente, em um artigo para o New York Daily Tribune, de junho de 1853, Marx trabalha com a ideia de que, em todos os âmbitos da vida, “os extremos se tocam”, e “um dos exemplos mais reveladores da universalidade deste princípio pode ser encontrado no efeito da revolução chinesa sobre o chamado ‘Ocidente’”. Sobre a Rebelião Taiping, Marx registra essa ideia impressionante: “Pode parecer estranho e paradoxal a afirmação de que o próximo levante popular na Europa e sua posterior evolução em prol da liberdade republicana talvez dependa mais do que ocorre hoje na China do que de qualquer outra questão política”. Sua expectativa era que, “agora que a Inglaterra desencadeou a revolução na China, a questão é como esta revolução vai reagir sobre a Inglaterra e, através dela, sobre a Europa”. 

“Seria um espetáculo curioso: o da China enviando desordem ao Mundo Ocidental enquanto as potências Ocidentais, por meio de navios de guerra a vapor ingleses, franceses e americanos, estão levando ‘ordem’ a Xangai, Nanquim e ao delta do Grande Canal.” 

Essa visão internacionalista do Marx percebia onde os extremos se tocavam: aquele Estado fragmentado e colonizado, ao ser inserido nas relações mundiais mediante as invasões europeias, poderia abrir o caminho para os povos oprimidos do mundo contra a dominação do capital, e ensinar algumas lições à própria Europa (na década de 1870 o Marx tem essa mesma percepção em relação à Rússia, que se provaria correta em 1917). 

Esta forma de entender a China no interior das disputas do capitalismo mundial, assimilando suas particularidades e integrando na esfera da produção industrial capitalista, dá pistas importantes para ilustrar a ascensão chinesa hoje. Um país que passou por muitas revoluções no século XX, a última das quais deu origem à República Popular, por uma reviravolta trágica da história se assimilou novamente ao sistema da exploração internacional do trabalho. Hoje, a China projeta internacionalmente sua força econômica e geopolítica sobre outros países e continentes, e especula poder compartilhar com os Estados Unidos o domínio do tecido social humano dentro deste sistema. 

Cabe à nova geração de jovens e trabalhadores levar adiante a bandeira da revolução socialista, contra o imperialismo dos EUA e as potências do Ocidente, e também contra a burocracia do PCCh e os inimigos capitalistas de seu próprio país.

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Obrigado!