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No Dia Internacional das Mulhere: abaixo a guerra imperialista!

08.03.2026

Parte da edição: 08.03.2026

Neste ano, o Dia Internacional das Mulheres ocorre em uma situação política em que as agressões imperialistas contra nações oprimidas se multiplicam.

O ano começou com a invasão de tropas estadunidenses na Venezuela, o sequestro de seu presidente, Maduro, e a intervenção de Donald Trump, que passou a ditar, a seu bel-prazer, o governo de Delcy Rodríguez. Pouco depois, não demoraram a surgir ameaças contra México, Colômbia e Cuba. As agressões partem do mesmo presidente que esconde arquivos obscuros, com provas de abusos sexuais e outros crimes compartilhados com líderes políticos, empresários milionários, diplomatas e personagens das elites mundiais, na ilha de Jeffrey Epstein.

Enquanto isso, no coração dos Estados Unidos, as forças policiais antimigração do ICE assassinaram uma cidadã e um cidadão daquele país que eram solidários às famílias de imigrantes que estão sendo perseguidas, criminalizadas, deportadas ou sequestradas e encerradas em verdadeiros campos de prisioneiros.

Há apenas alguns dias, vimos com horror a agressão imperialista contra o Irã por parte dos Estados Unidos e de Israel, que começou com o massacre de mais de uma centena de meninas em uma escola iraniana e continua com brutais incursões no Líbano e em toda a região. Enquanto isso, o cessar-fogo em Gaza é uma pura ilusão, porque o atroz genocídio do qual foram vítimas mais de 60 mil meninas e meninos ainda persiste.

Por isso, nossa corrente feminista socialista Pão e Rosas chama a não esquecer as raízes deste Dia Internacional das Mulheres, criado por Clara Zetkin e pelas socialistas revolucionárias e internacionalistas, que foram as que proclamaram “Guerra à guerra!” durante a Primeira Guerra Mundial.

Hoje, essa consigna se transforma em “Abaixo a guerra imperialista dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã!”. E também em “Fora o imperialismo da Venezuela, abaixo o bloqueio criminoso a Cuba e basta de genocídio na Palestina!”.

Erguemos nossa voz em todo o mundo para dizer NÃO à barbárie do capitalismo imperialista contra os povos oprimidos, contra as classes trabalhadoras e que devasta, com ainda mais ferocidade, a vida das mulheres e das infâncias. NÃO em nosso nome! Não precisamos que nos libertem, nem que nos protejam, nem que nos emancipem à força de mísseis, bombardeios, invasões e ingerência colonial. Suas bombas só podem trazer morte, miséria e mais opressão para as mulheres em qualquer parte do mundo.

Chamamos as mulheres de todos os países, especialmente dos Estados Unidos, a colocar de pé um poderoso movimento internacionalista que lute pela derrota do imperialismo. Que nos unamos nessa luta confiando apenas em nossas próprias forças, as da majoritária classe trabalhadora em todo o mundo, com plena independência política em relação aos partidos e governos que representam os interesses daqueles que mantêm nossa exploração e opressão.

As vizinhas e, especialmente, as professoras de Minneapolis estão dando um grande exemplo de solidariedade e resistência contra a repressão trumpista. As trabalhadoras e trabalhadores que paralisaram a Itália nas greves gerais pela Palestina e centenas de milhares de jovens em todo o mundo que rasgaram seus diplomas, ocuparam universidades e marcharam contra a cumplicidade de seus governos com o genocídio do Estado de Israel em Gaza — assim como os movimentos da diversidade sexual que também denunciam o “pinkwashing” realizado pelas potências ocidentais com seus legítimos direitos — também são pontos de apoio incomensuráveis para construir, desde baixo, um poderoso movimento anti-imperialista.

Da história de luta das mulheres iranianas e palestinas, das migrantes em todo o planeta, das mulheres negras e dos povos originários tiraremos a força que inspire nossos combates atuais.