Impacto econômico do tarifaço
Primeiro de tudo, o cenário econômico não é catastrófico. Foram excluídos 694 itens da lista de produtos, alguns dos quais estratégicos, como petróleo, suco de laranja, castanhas, gás natural, fertilizantes e aviões, o que poupou também a Embraer, fabricante nacional de alta tecnologia de aviões localizada em São José dos Campos, interior de SP.
As estimativas do impacto do tarifaço variam bastante. Para José Veloso, presidente da patronal ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), os impactos seriam de 18 bilhões de dólares e o seu setor, o mais impactado, seria atingido com 3,6 bilhões, 20% do total. Já estudo feito pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) anunciou que o impacto poderia chegar a R$25,8 bilhões no PIB no curto prazo e R$110 bilhões no longo prazo, com perda da renda familiar de R$ 2,74 bilhões em até dois anos, além da redução de 146 mil postos de trabalho. Nos últimos dias, o BNDS publicou estudo em que afirma que o impacto no emprego pode chegar a perda de 300 mil postos de trabalho, o que, segundo o ministro do trabalho Luiz Marinho, não seria um “desastre total” em um mercado de trabalho de 48 milhões. O Dieese é quem apresentou o cenário mais pessimista caso os produtos não sejam redirecionados para outros mercados: perda de R$ 11,01 bilhões em impostos, queda de 0,357% do PIB, queda de R$ 14,33 bilhões na massa salarial, perda de R$ 3,31 bilhões para a previdência e FGTS e perda de 726.701 postos de trabalho sendo 241.482 postos no setor de serviços, 215.184 na Indústria de transformação, 142.372 no Comércio, 103.968 na Agropecuária, 15.131 no setor extrativo vegetal e pesca.
A política do governo federal tem amortizado os impactos do tarifaço, e ela consiste em buscar o redirecionamento da exportações para outros países, como China, Rússia, Índia e México e um pacote econômico via MP que envolve adiamento de pagamentos tributários (as grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%); linhas de crédito de R$30 bilhões; seguro às exportações; permissão para compras públicas pela União, estados e municípios de produtos perecíveis para seus programas alimentares (como merenda escolar, hospitais, etc). Como contrapartida, as empresas que se beneficiarem das linhas de crédito deverão manter os empregos. Além disso, o BNDS anunciou há poucos dias a liberação de mais R$ 10 bilhões em crédito para as empresas que não foram impactadas pelas tarifas de 50% dos Estados Unidos, mas que tiveram alguma perda de faturamento. Ainda é preciso definir os critérios para as linhas de crédito e a MP precisa passar pelo congresso para que tal gasto não entre no cálculo da meta fiscal, o que já acende alertas de setores burgueses que já pressionam por mais ajustes e cortes orçamentarios. Mesmo os setores patronais que defendem as medidas do governo, como a CNI (Confederação Nacional da Indústria), defendem que tais medidas não podem se prolongar por muito tempo.
Para além das medidas do governo federal, os governos estaduais de SP, MG, PR, RS e GO, ligados à extrema direita, na tentativa de se localizar diante do empresariado, decidiram agir por conta própria e anunciaram pacotes emergenciais com liberação de crédito, devolução de créditos acumulados de ICMS — tributo estadual cobrado sobre a circulação de mercadorias —, além de acesso facilitado a financiamentos públicos e flexibilização de exigências para empresas com incentivos fiscais.
Quando analisado regionalmente, vemos que a região mais afetada é o Sudeste (mais exportadora para os EUA), seguido pelo Sul, em termos nominais. Porém, porcionalmente as regiões Norte e Nordeste podem ser mais sensíveis ao tarifaço porque exportam produtos de baixo valor agregado e com forte peso social nos empregos, como frutas, pescados, calçados e têxteis, além de serem mais dependentes dos EUA na pauta de exportações. O caso do Ceará é emblemático, pois o Estado envia 44,9% de tudo o que vende para o exterior para os EUA, com peso em ferro e aço e pescados, o que ameaça a renda de 32 mil pescadores artesanais. Depois do Ceará, os Estados mais dependentes são o Espírito Santo, que tem 30% das suas exportações para os EUA, a Paraíba, com 21,6%, e o Sergipe, com 21%. O centro-oeste, região com forte peso do agro, será uma das menos afetadas pois apenas 3% de suas exportações são destinadas aos EUA, tendo a região sido uma das mais beneficiadas pela lista de isenções anunciada no decreto assinado pelo presidente norte-americano Donald Trump. No Rio de Janeiro os municípios mais afetados são Petrópolis, Duque de Caxias, São João da Barra e Macaé, mas a isenção ao petróleo, principal produto exportado pelo estado, aliviou o peso do tarifaço.
O tarifaço na indústria
Se olharmos a lista dos 20 municípios brasileiros mais atingidos pelo tarifaço, veremos que 16 deles se encontram no sudeste, 9 no estado de SP e 10 deles com impacto principal na industrial relacionado ao setores de maquinas, equipamentos elétricos, veículos, armas e munições - como é o caso de Piracicaba (municipio mais atingido, localizado na Região Administrativa de Campinas), Jaguaré do Sul, Pederneiras, Joinvile , Petrópolis, Campo Largo, Contagem (importante pólo industrial mineiro), Suzano, Ribeirão Pires (no Grande ABC paulista) e Campo Limpo Paulista. Em particular, o setor de máquinas e equipamentos, setor de média e alta tecnologia é, o mais atingido pelas tarifas e possui maior vulnerabilidade diante do tarifaço pois produzem sob encomenda com uma série de especificações técnicas e expertises que atendem a cada um dos mercados e portanto é mais difícil o redirecionamento das exportações, como é caso de produtos agrícolas como o café (embora o governo esteja procurando novos destinos para alguns produtos desse setor como maquinas agrícolas e equipamentos médico-odontológicos para o México).
O recente anúncio de uma linha adicional de crédito de 12 bilhões de reais, não ligado às medidas de apoio às empresas afetadas pelo tarifaço, para renovação de maquinario e investimento em tecnologia de Indústria 4.0 para o ganho de produtividade e competitividade, pode ser uma estratégia do governo para compensar os danos ao setor industrial de máquinas e equipamentos com demanda doméstica.
O setor de aço e alumínio, segundo maior exportador para os EUA e concentrado em primeiro lugar em Minas Gerais (com a produção anual de 9,346 milhões de toneladas de aço bruto) seguido pelo estado do Rio de Janeiro (8,626 milhões de toneladas), já tinha sido afetado com uma taxa de 25% em março que agora subiu para 50%. O que alivia o setor é que a taxa de 50% foi estendida para todos os países, o que permite manter certa competitividade brasileira. Porém o governo norte americano recem anunciou taxas anti-dumping para 10 países, que inclui o Brasil, para o aço resistente à corrosão, o que deixa o cenário incerto. Importante frisar que o setor já vem de um cenário de dificuldades devido à perda de competitividade diante da China e da Rússia, o que têm levado à demissões como no caso da Gerdau que anunciou 1500 demissões entre janeiro e julho do ano que vêm e a suspensão de parte do investimento no país.
O caso da fabricante alemã Voith Hydro fornece pistas de como será o impacto do tarifaço nas multinacionais. A empresa, com fábrica localizada no Jaraguá no município de São Paulo com 1,2 mil funcionários, fabricou equipamentos para a Itaipu nos anos 70, para Três Gargantas, a maior usina hidrelétrica do mundo localizada na China, para Belo Monte, dentre outras e hoje possui uma cartela de clientes nos EUA, muitos dos quais são unidades produtivas do próprio grupo industrial (como diz Maria Cristina Zanella, diretora executiva de competitiva economia e estatística da Abimaq, boa parte das exportações brasileiras são feitas entre companhias de um mesmo grupo industrial. No setor de construção civil, o percentual de exportações do Brasil para empresas do mesmo grupo - intercompany - chega a 80%.). Dos R$ 1,2 bilhão que a Voith Hydro fatura anualmente no Brasil, entre 20% e 30% são provenientes dos EUA. Segundo Hans Poll, presidente da Voith Hydro América Latina, com o pacote gigantesco de incentivos à energia renovável lançado no governo Biden, as encomendas naquele país triplicaram e parte acabou sendo deslocada ao Brasil — e com o tarifaço entram em uma espécie de xeque. Ainda segundo Poll “Temos uma mão-de-obra muito qualificada que, depois, é difícil recuperar. Mas se tivermos pedidos interrompidos, com o cliente sem condições de arcar o custo, aí vejo demissões”. Como coloca o Estadão na matéria usada de referência, para as multinacionais, o pacote de auxílio do governo federal anunciado na semana passada tem pouco ou nenhum impacto. As operações locais são mantidas com os lucros gerados no próprio país e qualquer investimento mais pesado é financiado pela matriz.
Com o que foi escrito anteriormente, podemos especular um cenário em que, caso o tarifaço permaneça, o pacote do governo federal freie as demissões até pelo menos o fim do ano e as multinacionais, que não são beneficiadas pelo pacote, também não realizem demissões em massa em um primeiro momento. Isso não significa que já não ocorram demissões em diversas empresas, com é o caso da Egemasa, fábrica de São Carlos (SP) com 500 funcionários que demitiu 10% da mão de obra, da Milpar no interior do Paraná que fabrica produtos à base de madeira e demitiu cerca de 130 trabalhadores, da calçadista Usaflex no RS que demitiu 200 trabalhadores, do setor de armas e munições no RS em que a fabricante Taurus anunciou a transferência de sua produção para os EUA e algumas de suas subsidiárias deram férias coletivas a seus funcionários como a CBC e a Polimetal, dentre outras.
O tarifaço em algumas concentrações industriais
O objetivo deesse ponto é ilustrar sintéticamente o impacto do tarifaço em alguns pólos industriais importantes do país, como ABC paulista, Campinas, Contagem, entre outros. A falta de notícias e informações até o momento fez com que não entrassem nesse artigo polos industriais importantes, como é o caso do Vale do Paraíba, baixada santista, Betim, Resende, Sorocaba, dentre outros. Comecemos por São Paulo.
Dos dez municípios mais afetados do estado de SP, na ordem do mais para o menos, estão Piracicaba, Matão, São Paulo, Colina, Guarulhos, Pederneiras, Araraquara, Suzano, Jundiaí e Lins - 7 são devido ao impacto no setor industrial, em particular ao setor de máquinas e equipamentos.
No ABC paulista, embora o cenário seja ainda incerto, os setores mais afetados são os do aço, cobre (U$129,3 milhões, com a fábrica da Termomecânica em São Bernardo como expoente), borracha (U$80,8 milhões, com Prometeon - antiga Pirelli - e Bridgestone em Santo André como expoentes) e munições (U$59 milhões, com a CBC em Riberão Pires como expoente) serão os setores mais afetados. No Grande ABC os setores mais afetados são os de químicos (US$ 115,3 milhões), plásticos, borrachas e suas obras (US$ 100,1 milhões), além de máquinas, aparelhos e material elétrico, com US$ 40 milhões. É importante ver que os efeitos do tarifaço na região serão desiguais, com maior impacto na regional de Santo André do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), que reúne também as empresas de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, devido à maior peso de exportação para os EUA (35%). Já São Bernardo, onde estão localizadas as tradicionais montadoras (lembrando que veículos leves estão entre os produtos com insenção), terá menos impacto, pois suas exportações se concentram na Argentina (44,4%), México (10%) e Chile (8,1%). Entre as empresas impactadas, destaca-se Bridgestone de Santo André que hoje tem sua produção voltada para pneu de caminhão para exportação - principalmente para os EUA, e a CBC em Riberão Pires devido à transferência da Taurus para os EUA, já citado anteriormente.
Na Região Metropolitana de Campinas 17% do total de produtos exportados foram para os EUA entre 2020 e 2025 (U$870 milhõres dos U$5,2 bilhões do total no período). Campinas (34%), Indaiatuba (13%) e Santo Antônio de Posse (13%) são os municípios que mais exportam para os Estados Unidos da região metropolitana. Entre os principais produtos estão carne, petróleo, pneumáticos, medicamentos, além de peças de máquinas e de motores. Dos produtos exportados pelas 20 cidades que compõem a RMC, 55% estão entre os itens que sofrem com a taxação de 50%. Santo Antônio da Posse poderá ter o maior impacto, pois 77% das exportações de 2024 foram destinadas aos EUA, centralmente preparações de carne. Outro setor que pode ser fortemente atingido é o polo textil de Americana que ameça demissões com as tarifas. Algumas plantas fabris de grande porte, que exportam para os EUA podem ser impactadas pelo tarifaço no próximo período, como é o caso da John Deere (fabricante de equipamentos agrícolas), a Boch (produtora de equipamentos e ferramentas elétricas), a Pirelli (fabricante de pneus), dentre outras. Piracicaba, que se encontra na Região Administrativa de Campinas, é o município mais afetado do país, principalmente pela exportação de máquinas de construção civíl, com 74% da produção da indústria metal-mecânica sendo exportada para os EUA.
Em Minas Gerais, segundo a Fiemg, um dos três estados mais impactados, 63% das exportações são afetadas pelo tarifaço em produtos como carne bovina, aço, madeira, calçados e café. Belo Horizonte, Araxá, Contagem, Guaxupé, Itabirito, Mariana, Ouro Preto, Sete Lagoas e Varginha estão entre os municípios mais afetados do estado. Belo Horizonte e Sete Lagoas, por exemplo, produzem 29% do total da exportação de ferro e aço de Minas aos Estados Unidos. Mariana, Ouro Preto e Itabirito são impactados pela mineração de valor agregado e Araxá pela produção de ferronióbio. Contagem, destaque no mercado de transformadores elétricos (em empresas como a TSEA energia) e cerâmica refratária, corre o risco de perder até 18% de seu PIB. A General Elétrics de Contagem também é uma forte candidata à ser impactada. O Sul do estado deve ser mais atingido por conta exportação de café.
Na Bahia o tarifaço pode afetar os municípios com peso industrial como Camaçari, Feira de Santana, Ilhéus, Vitória da Conquista e Jequié, onde cerca de 211 mil trabalhadores estão empregados em setores vulneráveis à nova tarifa, com destaque à indústria química do polo de Camaçari. O pólo de Suape no Pernambuco pouco é afetado pois a participação dos produtos enviados via Suape para os Estados Unidos é de menos de 1% e o petróleo ali produzido está na lista de isenções. A Zona Franca de Manaus também é pouco afetada já que, segundo a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), só exporta 1,5% do seu faturamento e apenas 10% dessa fatia vai para os EUA.
Em Santa Catarina, segundo matéria do NSC Total, “os municípios que mais vendem para os americanos são Jaraguá do Sul, Joinville, Caçador, Blumenau e Lages, que, juntos, somam mais da metade do total de R$ 144,81 milhões em exportações no Estado. Os setores mais representativos são madeira e móveis, equipamentos elétricos e máquinas e equipamentos”. Jaraguá do Sul e Joinville (um dos maiores polos industriais da Região Sul) constam na lista dos 20 municípios mais atingidos pelo tarifaço. Segundo a matéria citada,“Jaraguá do Sul, sede da multinacional WEG, lidera as exportações no Estado, com R$ 18,85 milhões, com forte atuação no setor de equipamentos elétricos”. Os produtos mais vendidos são motores elétricos (R$ 16,1 milhões) e transformadores elétricos (R$ 1,01 milhão), conforme o painel da Fiesc. Já Joinville se destaca com os setores de máquinas e equipamentos (partes de motor, bombas de ar, máquinas de terraplanagem) e automotivo (partes e acessórios para veículos), com um faturamento de R$ 16,47 milhões.
O caso do Rio Grande do Sul é alarmante: 85,7% de suas exportações industriais para os EUA estão sujeitas a nova taxa, ou seja, poucos produtos de sua pauta de exportação industrial entraram na lista de exceção publicada pela Casa Branca. Trata-se do estado com maior impacto na exportação industrial Os setore mais afetados são os de calçados de couro (46% de suas exportações destinadas aos EUA.), minerais não metálicos (44,4%), máquinas e equipamentos elétricos (42,5%), madeira (30,1%), armas de fogo (85,9%) e transformadores (79,3%). Na região industrial da serra, onde se localiza o pólo de Caxias do Sul com importante concentração do setor de máquinas e equipamentos, o clima é de incerteza diante dos efeitos do tarifaço.
A necessidade de uma resposta independente
Como dito, o cenário atual diante do tarifaço de 50% aos produtos exportados aos EUA não é economicamente catastrófico e por ora, a curto prazo, não se vê uma tendência de demissões maciças no setor industrial, seja por conta da isenção dada à 694 produtos (incluídos produtos estratégicos como aviões e petróleo), seja pela mitigação do impacto imediato por conta pacote econômico dado pelo governo federal (e em menor medida por alguns governos estaduais), seja por cautela diante do cenário incerto (como é o caso das multinacionais) Apesar disso, em alguns lugares já ocorrem demissões e ameaças de fechamento, como é o caso da Taurus, da Milpar e da Usaflex.
Porém, o cenário pode mudar se o tarifaço prosseguir e se o governo e as patronais tiverem dificuldades em redirecionar as exportações industriais. O governo não pode estender o pacote econômico por tempo ilimitado e setores burgueses já pressionam por cortes. A indústria concentra a maior porcentagem de empregos formais, maior organização sindical e seus trabalhadores possuem maior poder de fogo, comparado à média dos outros setores de trabalho, devido à sua posição objetiva na produção. Isso significa que pode estar colocado no horizonte próximo processos de luta de classes em fábricas afetadas pelos efeitos do tarifaço e a esquerda que coloca a luta de classes como centro de gravidade de sua atividade militante deve estar preparada para intervir neles para que triunfem. A atual taxa de desemprego em 5,8% (próximo ao pleno emprego), apesar da enorme precariedade dos postos de trabalho, pode ser um estimulante para que tais lutas ocorram.
O governo de frente ampla Lula Alckmin aproveita o tarifaço para recompor sua popularidade através do discurso de unidade nacional em torno da defesa da soberania. Obviamente é necessário rechaçar a ingerência imperialista de Donald Trump - com total independência do Judiciário -, mas como bem colocou Jorge Luiz Souto Maior, a “soberania nacional é uma ilusão e [...] ela só se tem efetivado para legitimar o rebaixamento da rede de proteção jurídica e das condições de vida da classe trabalhadora que atua em território nacional”. Ou seja, para tornar as empresas mais “competitivas” a burguesia se aproveitará do tarifaço para pressionar por mais ataques aos trabalhadores. Para enfrentar o imperialismo de forma independente da burguesia e que realmente atenda às necessidades da classe trabalhadora, o MRT defende um programa de 5 pontos que, entre eles, “coloca a necessidade das centrais sindicais convocarem assembleias e reuniões para que os trabalhadores possam se organizar, a defesa da proibição de demissões e cortes salariais e a abertura das contas de empresas que alegam falência, o confisco de fundos imperialistas como BlackRock e Vanguard Group para pagar salários e direitos. O plano de resgate de Lula é para proteger os patrões: qualquer empresa que demita em massa deve ser estatizada sob controle operário”. Nenhuma família na rua!