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República Argentina: o rumo econômico após o triunfo eleitoral sob o comando de Trump

Parte da edição: 09.11.2025

Após a vitória de Milei, consolida-se o novo esquema econômico garantido pelos Estados Unidos, que se propõe a blindar os lucros do grande capital e aprofundar a guerra contra o povo trabalhador.
O resultado eleitoral de domingo, 26, muito mais favorável ao governo do que se previa, foi o sinal de largada para um rally financeiro. As cotações de bônus e ações dispararam, o risco-país despencou, e o dólar, depois de uma forte queda inicial seguida de recuperação, encerrou a semana em níveis mais baixos do que na sexta-feira anterior. Tudo isso sem que o interventor econômico estrangeiro — leia-se o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nomeado por Donald Trump para defender a estabilidade econômica da Argentina semanas atrás — precisasse voltar a injetar dólares no mercado local. Em síntese, estamos diante de um panorama muito diferente da situação de colapso da equipe econômica que havia levado o país a bater às portas do norte, nada menos que seis meses depois de inaugurar um programa com o FMI, que chegou com abundantes fundos frescos, mas foi insuficiente para sustentar uma política econômica que naufragou rapidamente ao não conseguir acumular reservas. Duplo comando O que aconteceu para que a situação mudasse tão abruptamente? A corrida cambial e o deterioro da situação financeira se deviam exclusivamente ao “risco kuka”, como afirmou o governo em todo momento? Sem dúvida, quem detém a maior parte dos ativos financeiros e os traders que operam em seu nome costumam comungar com o credo pró-mercado do atual time econômico. Mas os grandes momentos de turbulência financeira que este governo atravessou — que em menos de dois anos precisou ser salvo duas vezes, primeiro pelo FMI e depois pelo Tesouro dos EUA, há apenas um mês — não foram causados pela oposição, e sim pelas próprias medidas do governo. A isso se somou, no episódio mais recente, uma bravata fora de hora, como o convite do ministro da Economia, Luis Caputo, a quem achava que o dólar estava barato: “compra, campeão”. Se os ianques dizem “put your money where your mouth is” (coloque seu dinheiro onde está sua boca), o ministro não pôde fazê-lo — e foi Bessent quem teve de colocar os dólares necessários para chegar ao 26 de outubro sem desmoronar. Se o beco sem saída que pôs a economia à beira do abismo foi responsabilidade do governo, o que mudou após o resultado eleitoral, diante do qual Milei e Caputo se sentem validados em tudo o que fizeram? Na visão dos mercados, o governo recebeu crédito político suficiente para corrigir erros e continuar com a reestruturação regressiva da economia, no sentido desejado por quem movimenta fortunas no comércio de bônus e ações — o mesmo rumo almejado pelo governo. Isso significa aprofundar o extrativismo petrolífero, minerador e agroexportador, desmantelar a indústria e promover novas rodadas de precarização da classe trabalhadora, a fim de melhorar a rentabilidade empresarial. Mas, talvez ainda mais importante para os “mercados”, é o fato de que Milei tem garantido o respaldo dos EUA para seguir por esse caminho, até 2027 — ou pelo menos até Trump mudar de ideia. Consultado por Ideas de Izquierda, o economista Mariano Féliz assinala que “o governo ganhou tempo porque persiste o apoio de um governo norte-americano que tem fortes interesses na Argentina”. A situação “se acalmou um pouco, mas estruturalmente nenhum desequilíbrio foi corrigido”. Féliz acrescenta que, no curto prazo, a oferta de divisas cairá porque as exportadoras de grãos aceleraram a liquidação após a eliminação das retenções, deixando menor oferta para o restante do ano, enquanto a demanda sazonal (férias, 13º) se manterá alta. “Veremos quanto o Tesouro está disposto a desembolsar à medida que a demanda não se reduza. O risco-país ainda está relativamente alto. Não será fácil para o governo conseguir financiamento para a dívida que vence em janeiro.” O economista Claudio Katz, também ouvido por Ideas de Izquierda, observou que, após o fracasso definitivo do esquema mantido por Milei nos primeiros dois anos — em benefício do setor financeiro, dos extrativismos e de alguns outros negócios —, começa um novo arranjo, agora com a assistência financeira dos EUA. “A grande diferença entre esta etapa e a anterior é que agora governam Trump e Milei, não apenas Milei.” Há, segundo ele, uma mudança substancial: “Trump decidiu comprar a Argentina. Aquilo que quis fazer com a Groenlândia ou o Canadá, fez com a Argentina. É, portanto, uma aposta forte.” Para Katz, podem-se identificar cinco objetivos da intervenção dos EUA: resgatar os fundos de investimento norte-americanos com ativos no país; deslocar a China; apropriar-se dos recursos naturais; subordinar ou eliminar negócios que competem com os dos EUA, como o agronegócio da soja; e, eventualmente, permitir que capitais norte-americanos se apoderem de empresas argentinas desvalorizadas pela crise. Na sua intervenção eleitoral de curto prazo — para chantagear o eleitorado a votar em seu protegido —, Trump obteve o compromisso de Milei em favor dos interesses estratégicos do imperialismo ianque: instalar uma base militar na Terra do Fogo, favorecer empresas norte-americanas no acesso a minerais como lítio e terras raras, e negociar um tratado de livre comércio cuja redação ainda é desconhecida, mas que promete melhorar muito a posição de empresas dos EUA em temas como patentes, entre outros. Há quem chegue a imaginar que, com a mão estendida de Trump, a Argentina teria uma oportunidade de aspirar ao “desenvolvimento por convite”, como afirmou recentemente o cientista político Andrés Malamud. “Essencialmente é o mesmo argumento que houve com a Conversibilidade”, afirma Katz, “quando se dizia que, se a Argentina se unisse ao primeiro mundo e se alinhasse com o novo século americano das relações carnais, iria se desenvolver.” Mas, acrescenta, agora trata-se de um alinhamento com uma potência em declínio, e além disso “é óbvio que não estamos convidados ao desenvolvimento, mas sim submetidos como país periférico”. Alguns unicórnios tecnológicos — que, por sinal, em casos como Globant e Ualá vêm de anunciar cortes de pessoal e revisão de projetos — não bastam para imaginar um salto produtivo, diante do peso da decadência e desarticulação do capitalismo argentino, que já dura décadas. O governo de Trump não pretende transformar a Argentina em uma plataforma de desenvolvimento — e caberia perguntar se hoje poderia —, mas sim aproveitar a disposição de Javo em abrir as portas para o saque irrestrito. São empreendimentos que deixam mais passivos ambientais e sociais do que benefícios produtivos. Para Katz, no melhor dos casos, se tudo correr bem dentro dos termos propostos, “a Argentina caminhará para um modelo tipo Peru: 70% de trabalho informal, uma brecha social descomunal etc. Se as coisas não funcionarem, seguirá como sempre — um pequeno respiro e outra crise em pouco tempo”. Entre essas duas possibilidades, o resultado ainda está em aberto, mas, “dado o grau de vulnerabilidade da gestão econômica de Milei e o número de crises autoinfligidas, é muito provável que sigamos com a velha recorrência argentina das crises.” Katz e Féliz coincidem ainda que Milei tampouco tem garantido o apoio de Trump por tempo indefinido. “Trump é ainda mais instável que Milei. Primeiro faz uma coisa, depois recua, depois avança por outro lado.” No contexto do fechamento do governo norte-americano e das críticas à ajuda a Milei — vindas de democratas e até de republicanos —, essas advertências devem ser levadas a sério. A questão do dólar Passadas — por enquanto — as turbulências dos últimos meses, os “mercados” esperam que o governo finalmente cumpra a meta de acumular reservas. A vulnerabilidade é extrema: as reservas do Banco Central estão em terreno negativo em mais de 11,6 bilhões de dólares, segundo estimativas da consultora 1816. No programa firmado com o FMI, o governo havia acordado metas de reservas, mas rapidamente as abandonou, alegando que só compraria dólares quando a cotação caísse abaixo do nível mínimo estabelecido pelas bandas inauguradas com esse acordo. Para Milei, estava “cientificamente comprovado” que o dólar cairia até esses valores, e o governo fez tudo o que pôde para empurrá-lo para baixo. Essa contenção do dólar tem uma explicação óbvia: foi fundamental para que a inflação se mantivesse relativamente baixa (em comparação com os últimos anos). Mas toda a alquimia necessária para contê-lo após o “compra campeão” — que incluiu taxas de juros em níveis astronômicos e uma rápida absorção de pesos que reduziu a liquidez e restringiu ainda mais o crédito — se traduz em um freio na atividade econômica: a economia beira a recessão no terceiro trimestre do ano. Para dimensionar o dólar artificialmente contido e suas implicações nas reservas, basta observar o índice de taxa de câmbio multilateral do Banco Central: em outubro de 2025 ele estava quase em 100, enquanto em janeiro de 2024, depois da desvalorização de dezembro de 2023, estava em 133. Na última semana, o BCRA divulgou a apresentação que Vladimir Werning, vice-presidente do Banco Central, havia feito um mês antes a investidores em Washington. A mensagem central dessa exposição é que o BCRA comprará reservas em 2026. Essa compra de reservas — cuja contrapartida seria colocar pesos em circulação — seria, na nova fase da política monetária, o mecanismo central para “remonetizar” a economia, ou seja, injetar pesos que contribuam para aumentar a liquidez e aliviar a restrição ao crédito. Isso significa o fim do dólar barato? Tudo indica que não. Os dólares que Werning espera que contribuam para essa remonetização parecem vir, em sua maioria, do retorno do carry trade (a “bicicleta financeira”), atraído pelos rendimentos em pesos. Para que esse negócio funcione, a estabilidade na cotação do dólar é fundamental. Podemos concluir, então, que o governo parece decidido a conviver com um nível de dólar que impede a acumulação “genuína” de reservas — isto é, aquela que provém de uma conta corrente superavitária (o saldo entre o que o país “vende” e “compra” do resto do mundo). Com o atraso cambial, a oferta de dólares é significativamente menor que a demanda. Em suma, seguimos no “plano A”: que os dólares que entram pelo canal financeiro compensem a sangria de dólares que ocorre no comércio de bens e serviços. Katz observa que “está circulando a tese de que, se fizermos uma ponte de dois anos com o socorro financeiro dos EUA, depois com Vaca Muerta e os dólares da mineração, a Argentina voltaria a ter um balanço comercial folgado e retomaria o crescimento”. Mas acrescenta: “isso é apenas uma possibilidade. É preciso levar em conta que o shale exportado pelo país requer preços elevados, porque é mais caro que o petróleo convencional — e esses preços não estão garantidos. Além disso, a mineração, apesar do RIGI, não cresceu muito.” Como observa Feliz, para sustentar a apreciação cambial “são necessários muitos dólares. Se continuarem apreciando o câmbio, a demanda por dólares seguirá acelerando. É preciso ver quantos dólares o governo ianque vai fornecer — e, caso contrário, de onde eles virão”. A gloriosa JP Morgan A Argentina enfrenta pagamentos crescentes de dívida denominada em dólares nos próximos anos. Essa dívida, em sua maioria, está nas mãos de atores privados — entre eles, os lobos de Wall Street — e de organismos multilaterais, como o FMI. Enquanto em 2025 os compromissos somaram 9,2 bilhões de dólares, para 2026 sobem para mais de 19 bilhões. No período de 2026 a 2035, os compromissos médios entre vencimentos de capital e juros chegam a 28 bilhões de dólares anuais. Para prestar homenagem a esse saque estrutural representado pela dívida, o mileísmo colocou no centro da gestão dos futuros pagamentos de títulos públicos (ou seja, da dívida fora dos organismos internacionais) o banco J.P. Morgan, uma das principais instituições financeiras do mundo e dos Estados Unidos. O ex-secretário de Finanças — e agora nomeado ministro das Relações Exteriores — Pablo Quirno publicou na rede social X, no dia 20 de outubro, que “a Secretaria de Finanças anuncia que iniciou as tratativas para levar adiante uma operação de recompra da dívida soberana”. Em troca, basicamente, busca-se obter nova dívida que permita alongar os prazos de pagamento e aliviar a situação dos próximos anos. Com isso, espera-se alcançar uma redução do risco-país que permita emitir nova dívida, algo que, com o nível atual (657 pontos), ainda parece distante. Quirno também informou que o banco J.P. Morgan foi designado para assistir o governo nesse processo. Essa escolha é chamativa e suspeita, já que esse funcionário (assim como o ministro Luis Caputo e grande parte da equipe econômica) é ex-empregado desse banco. O governo não explicou por quais mecanismos o J.P. Morgan foi designado, nem quais vantagens o banco oferece em relação a outros, tampouco qual benefício obterá por sua “assistência”. A aposta é uma aventura perigosa. O glorioso J.P. Morgan foi quem iniciou, em abril de 2018, uma corrida cambial contra o governo de Mauricio Macri, o que levou o governo da aliança Cambiemos a recorrer com urgência ao socorro do FMI. Mais tarde, isso resultou em um crescente desarranjo financeiro e cambial. As aventuras do J.P. Morgan na Argentina têm vários capítulos fraudulentos. Hernán Arbizu, um ex-executivo desse banco, fez revelações sobre como, durante a primeira década do século XXI, o glorioso J.P. Morgan ofereceu uma estrutura financeira usada por diversos ricos do país para evadir impostos, lavar dinheiro e fugir com capitais para paraísos fiscais. Mesmo nos Estados Unidos, o J.P. Morgan foi sancionado por operações non sanctas: em 19 de novembro de 2013, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou um acordo com o banco, pelo qual a instituição deveria pagar US$ 13 bilhões em multas por suas más práticas hipotecárias, que levaram à crise de 2008. A chegada de Jamie Dimon, CEO do J.P. Morgan, a Buenos Aires nos dias anteriores às eleições de 26 de outubro, para presidir o evento anual da instituição com seu encontro de gala no Teatro Colón, é um símbolo do desembarque do capital financeiro imperialista para moldar o destino econômico do país nos próximos anos. Outra vez a “chuva de investimentos” Após a vitória eleitoral de Milei, será que se liberarão os animal spirits do investimento capitalista que poderiam tirar o capitalismo argentino do letargo em que se encontra há mais de uma década? Não há motivos para esperar que os aportes de capital em “ativos produtivos” — que não ocorreram durante a primeira metade do mandato — se concretizem agora. Se a política econômica se orientar a corrigir os desequilíbrios macroeconômicos com carry trade e dívida que tragam dólares e fortaleçam o peso, os sinais são contrários à recuperação da competitividade. As medidas do governo apontam para recuperar essa competitividade por meio de reformas trabalhista e tributária, que se somariam ao RIGI para atrair capitais. Ainda que reste ver se o governo conseguirá implementá-las, essas medidas agradam aos mercados e ajudam a disciplinar a força de trabalho, mas, sozinhas, não alteram as perspectivas futuras da economia: o ciclo econômico — a possibilidade de materializar lucros encontrando demanda para o que se produz — é o que move a economia em primeiro lugar, e não a redução do custo trabalhista ou tributário. Além disso, Milei teria de convencer a burguesia local e estrangeira a deixarem de transferir, de forma recorrente, os frutos de suas atividades no país para os circuitos financeiros internacionais ou para suas matrizes: desde que o controle cambial foi parcialmente levantado, o balanço cambial do Banco Central mostra um saldo líquido negativo de quase US$ 18 bilhões em compra e venda de dólares no período de abril a agosto deste ano. É bem conhecido que muitos empresários compram dólares como pessoas físicas, já que as empresas não estão autorizadas a adquirir dólares para remeter lucros — uma restrição que o governo prometeu eliminar a partir de 2026. Na última década e meia, o país não consegue sair do impasse: no contexto de estagnação econômica desde 2012 (e retrocesso em termos de PIB per capita), nos poucos anos em que a economia cresce, o balanço cambial do Banco Central se torna negativo e, portanto, não se acumulam reservas. Por isso, o país carrega a crise da dívida como uma mochila da qual não consegue se livrar. A ideia de um incremento exportador com mais vendas externas de hidrocarbonetos, minerais e produtos agropecuários para conseguir dólares é uma ilusão, ao menos para o próximo quinquênio. Não apenas porque os pagamentos da dívida são crescentes, mas também porque os investimentos do RIGI — se algum dia se concretizarem — exigem tempo de maturação dos projetos antes que se comece a exportar. Além disso, desde a década de 1990 o país experimentou um salto importante em suas exportações e no saldo comercial, mas a restrição externa (isto é, os entraves ao crescimento e ao desenvolvimento) pela falta de dólares reaparece com frequência. Isso ocorre porque os dólares se esvaem com os pagamentos da dívida e com a fuga de capitais por diversos mecanismos utilizados pela grande burguesia para paraísos fiscais, ou pelas empresas imperialistas para suas matrizes. Essa dinâmica estrutural da economia não se altera com um resultado eleitoral. O panorama que se abriu para a economia após as eleições, na medida em que se mantenha o “veranico” financeiro, não é de decolagem, mas, no máximo, de uma recuperação moderada do crédito que possa estimular a atividade de forma modesta. Seu verão financeiro, o inverno do nosso descontentamento O atual verão financeiro pode estimular miragens. A ideia de que “virou-se a página” e de que agora sim “tudo está de acordo com o plano” (TMAP). Como se Milei e Caputo não tivessem provocado a evaporação de uma quantidade massiva de recursos devido aos desequilíbrios externos, para chegar às eleições com a ilusão da desinflação: desde os dólares da anistia fiscal de 2024 até aqueles antecipados pelo setor de cereais em troca da redução das retenções em outubro, passando pelo empréstimo do FMI e pela nova dívida com o Tesouro dos EUA tomada pelo Banco Central. A “nova” política que transparece na apresentação de Werning continuará apoiada nos mesmos desequilíbrios e fragilidades, ainda que o Banco Central compre algumas reservas. Como se viu em 2018, quando os mercados viraram as costas a Macri, os dólares acumulados através do carry trade podem se dissipar no ar em poucos meses. Ainda que a águia careca com peruca laranja esteja atenta para intervir caso seja necessário salvar novamente o sócio argentino de Trump, o plano caminha rumo a novas instabilidades. Mas mesmo enquanto tudo pareça “ir bem” e continue a melhora das variáveis financeiras, Milei, Caputo, Trump e Bessent planejam usar esse tempo para impor medidas que só beneficiam os mais ricos: redução de impostos sobre o capital e grandes patrimônios, flexibilização trabalhista, aumento da idade de aposentadoria. A intervenção imperialista na economia argentina, à qual Milei se agarrou com entusiasmo, tem como objetivo atacar violentamente as condições de vida do povo trabalhador. É necessário organizar a resistência a esse modelo, para não sermos mais uma estrela na bandeira ianque.