Origens do trotskismo brasileiro. Mário Pedrosa, retrato de um intelectual revolucionário
Com a audácia de quem vive várias vidas em uma só, Mário Pedrosa deixou uma marca central na história intelectual e política do Brasil. Sua figura tornou-se chave para compreender um processo histórico preciso: os origens do trotskismo brasileiro. No marco do aniversário do assassinato de León Trotsky, reconstruímos o rastro de sua militância revolucionária, uma vocação que ele mesmo considerava a profissão natural de todo intelectual.
Muito antes de ser um nome de peso próprio, Pedrosa já se perfilava como uma figura difícil de enquadrar. Nasceu em 25 de abril de 1900 no seio da elite de Pernambuco, em Timbaúba, um mundo marcado pelos “senhores do engenho” e pelo peso de uma herança aristocrática que passaria o resto da vida desmontando. Entre 1913 e 1916, sua família o enviou para estudar na Europa, numa tentativa precoce de impor-lhe um destino previsível. Contudo, a Primeira Guerra Mundial forçou seu retorno ao país, marcando uma ruptura definitiva: Pedrosa não tardou em se distanciar daquele mandato. Em 1920, enquanto estudava na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, aproximou-se do marxismo e conheceu Lívio Xavier, iniciando uma amizade intelectual e política que, como descreveria anos mais tarde o poeta Antônio Cândido, era daquelas que “duram sem nuvens a vida inteira”.
Tudo aconteceu muito rápido. Em 1925, as páginas de A Classe Operária e as conversas com o dirigente Otávio Brandão empurraram Pedrosa para o Partido Comunista do Brasil. Filiou-se no ano seguinte e, em março de 1927, foi-lhe confiada a seção do Socorro Vermelho, rede criada pela Internacional Comunista em 1922 para assistir presos políticos em um contexto de ilegalidade partidária sob a presidência de Washington Luís, último presidente da República Velha, regime em crise dominado pelas oligarquias cafeeiras de São Paulo e pecuaristas de Minas Gerais.
Ao mesmo tempo, enquanto escrevia para a revista teórica dos comunistas, Pedrosa voltou a trabalhar como jornalista no Diário da Noite, onde ficou responsável pelas seções internacional e de crítica literária. Em 1927, o PCB o promoveu à Escola Leninista de formação de quadros da Terceira Internacional. Por questões de saúde, precisou permanecer em Berlim. Passou ali dois anos, entre as aulas universitárias e a efervescência das vanguardas europeias; foi o tempo da revista francesa Clarté, dirigida por Pierre Naville, intelectual surrealista ligado aos oposicionistas no PCF. Uma revista na qual Victor Serge participava porque, segundo escrevia, “simpatizo com todos aqueles que vão contra a corrente, buscam salvar as ideias, os princípios, o espírito da revolução de Outubro”. Foi precisamente nesse ambiente que Pedrosa conheceu André Breton, Paul Éluard, Louis Aragon e Joan Miró. Mas sua experiência não foi puramente intelectual: forjou-se também na militância das ruas, colocando o corpo para frear o avanço precoce do fascismo na Europa.
Em Berlim, Pedrosa reconfigurou os termos de sua intervenção militante. O cenário coincidiu com a crise interna de 1927 no Partido Comunista da União Soviética, expressão de uma série de fracassos da linha da Internacional Comunista: o Comitê Anglo-russo e a submissão ao Kuomintang, com consequências catastróficas para a revolução chinesa (1925-1927). O panorama se completou com a expulsão de Trotsky do partido e seu posterior exílio em Alma Ata. O jovem Pedrosa entrou em contato direto com os oposicionistas alemães e desistiu de sua viagem à Rússia: “Agora, aqui entre nós. Desanimei totalmente de ir, hoje mesmo que te escrevo. O Congresso Bolchevique de toda a Rússia expulsou Trotsky e a oposição do partido! Assim terminou a Oposição [...] quando vi em L’Humanité a resolução publicada ontem – não foi surpresa, ao contrário – foi como uma desgraça já esperada. [...] os grandes problemas que estavam no ar não foram resolvidos, mas suprimidos.” [1]
A partir de 1928, com o enfrentamento de Stalin contra Bukhárin, a IC deu um novo giro: a política de “classe contra classe”, que perduraria até pouco depois da ascensão de Hitler. “Como podemos, em nossa posição de intelectuais do partido no Brasil”, escrevia Pedrosa, “continuar sem tentar por nossa parte definir a situação brasileira, sul-americana? Que diabos de militantes somos nós?” [2] Pedrosa integrou-se às fileiras da oposição de esquerda. Não era uma simples adesão teórica; era um posicionamento frente ao rumo de Moscou: ao abraçar as teses da revolução permanente, impugnava a doutrina oficial do “socialismo em um só país”, consagrada pelo estalinismo como ortodoxia.
Um ano depois, retornou ao Brasil decidido a organizar uma fração dissidente dentro de um PCB convulsionado. Seu Terceiro Congresso, entre 1928 e 1929, estava atravessado por duras polêmicas; entre elas, as do pernambucano Rodolpho Coutinho, crítico da aliança comunista com o movimento tenentista, integrado por jovens oficiais militares que exigiam reformas políticas e o fim do fraude eleitoral. A direção oficial do PCB adotava as teses de Agrarismo e Industrialismo (1926), que afirmavam que a próxima revolução brasileira deveria passar por uma etapa democrático-burguesa: reunindo proletariado, campesinato e burguesia nacional em aliança contra o imperialismo e os grandes proprietários semifeudais, conforme a “revolução por etapas” do estalinismo (postura “superada” pela experiência chinesa, que confirmava a lógica permanentista).

As Origens
No final de 1929, a aposta de Mário Pedrosa abandonou o terreno especulativo e as dúvidas, e ganhou corpo: junto com Xavier fundou o Grupo Comunista Lênin (GCL), cuja emergência em 1930 no Rio de Janeiro foi fortalecida pelo lançamento de sua publicação teórica, o jornal A Luta de Classe. O Grupo não atuou no vazio, mas em confluência com uma ala sindical que havia fundado o PCB, como João da Costa Pimenta e Joaquim Barbosa, somando quadros intelectuais de peso como Hilcar Leite e Aristides Lobo, grande orador e articulador da Juventude Comunista em São Paulo.
A aliança intelectual entre Pedrosa e Lívio Xavier deu forma ao Esboço de uma análise da situação econômica e social do Brasil, considerado a base teórica fundacional da Oposição de Esquerda no país. No ano seguinte, suas teses centrais foram publicadas pelos órgãos oficiais das seções francesa e brasileira da Oposição de Esquerda Internacional. O texto não apenas decifrava a formação social brasileira desde a colônia até Getúlio Vargas, mas também desafiava o esquema etapista do estalinismo local ao apontar uma premissa disruptiva: “A burguesia brasileira – escreveriam os dois amigos – nasceu no campo, não na cidade. A produção agrícola colonial foi destinada desde o início aos mercados externos” [3]. O golpe de 1930 foi definido pelo Grupo Comunista Leninista como a “última forma conciliatória” ensaiada pelas diversas frações burguesas para reorganizar a estrutura econômica, uma saída forçada pelas próprias contradições do desenvolvimento capitalista no Brasil.
O grupo liderado por Pedrosa mudou seu nome para Liga Comunista do Brasil (LCB), mantendo-se na Internacional Comunista até 1933 e passou a atuar sobretudo no movimento operário e na luta contra o integralismo. O historiador brasileiro Dainis Karepovs destaca um ponto fundamental: ao atuar como uma fração interna, a Liga adquiriu uma força de atração própria, que permitiu a fusão com setores contrários às imposições estalinistas. Não eram intelectuais isolados, mas quadros oriundos do movimento operário e estudantil como Mirno Tibor, Arnaldo Tommasini e os irmãos Lélia e Fúlvio Abramo. Ao se incorporarem, fizeram da Liga uma organização dinâmica, de resistência teórica e política. O historiador argentino Hernán Camarero assinala que foi justamente no Brasil onde o oposicionismo adquiriu maior peso na América do Sul nesses anos, tornando-se uma tendência consolidada e homogênea que denunciava o curso burocrático e oportunista da direção oficial: “O grupo de Pedrosa, Xavier e Coutinho poderia ter significado uma alternativa de relevo à direção do PCB de Astrojildo Pereira e Octávio Brandão” [4]. A Liga também foi inovadora no terreno ideológico. Em 1932, fundaram a Editora Unitas, com o objetivo de publicar autores marxistas clássicos e lançar, traduzidos e prologados por Pedrosa, as primeiras edições de León Trotsky em português, desafiando a produção editorial do PCB.
A Frente Única Antifascista
Com o crescimento do fascismo na Europa, expandiu-se no Brasil a Ação Integralista Brasileira (AIB) de Plínio Salgado, inspirada em premissas ideológicas fascistas e marcada por intervenção violenta, com militância uniformizada de camisas verdes que replicava a estética mussoliniana ou das camisas pardas do nazismo alemão. Como dirigente da Liga, Mário Pedrosa formulou uma resposta ousada: a criação de uma frente única que unificou as forças do movimento operário contra o avanço do fascismo local. A iniciativa incluiu o lançamento do jornal antifascista O Homem Livre (1933 e 1934).
Em suas páginas, Pedrosa criticava as posições da socialdemocracia e do PC alemão, que apostavam que o impacto da crise econômica sobre o povo trabalhador provocaria a queda automática de Hitler. Para Pedrosa, esse otimismo desarmava o proletariado para reorganizar-se contra o fascismo antes que suas forças fossem totalmente derrotadas [5]. A frente única tomou forma em junho de 1933 em São Paulo, reunindo organizações socialistas, anarquistas e setores de base do comunismo. Os enfrentamentos de rua tiveram seu ápice na batalha da Praça da Sé, que desarticulou a demonstração de força das milícias integralistas e marcou um ponto de inflexão [6]. No meio da refrega, Mário Pedrosa foi atingido por uma bala, episódio que se tornou um marco da tradição combativa do trotskismo brasileiro.
A capitulação política do PC alemão e da Internacional Comunista diante da ascensão de Hitler em 1933 encerrou a estratégia da Oposição de Esquerda de reformar os partidos oficiais. Trotsky assumiu então a tarefa histórica de construir novas organizações revolucionárias e fundar a Quarta Internacional. O pesquisador brasileiro Dainis Karepovs destaca que, nesse giro estratégico, a Liga Comunista Internacional descobriu, através da experiência da Frente Única Antifascista (FUA), que já não era apenas um grupo de propaganda, mas uma força com capacidade de intervir e dirigir ações políticas como um partido de vanguarda. Nesse marco, a Liga Comunista do Brasil formalizou seu giro em outubro de 1933, durante sua Segunda Conferência Nacional, modificando seu nome de forma definitiva para Liga Comunista Internacionalista (LCI). A editora liderada por Mário Pedrosa publicou Revolução e contrarrevolução na Alemanha, de León Trotsky, em português, obra que não apenas explicava o fenômeno europeu, mas reforçava as ideias e o programa que uniam a nova organização ao pensamento do exilado russo.
Contemporaneamente, seguindo a linha de Moscou, o PCB apostava na Aliança Nacional Libertadora (ANL), buscando um frente democrático amplo com setores da burguesia e pequena burguesia contra o fascismo. No entanto, o levante de 1935 da ANL, que chamava ao derrubamento de Getúlio Vargas e à tomada do poder, liderado por Prestes, acabou servindo como justificativa para o giro repressivo de Vargas — uma das derrotas mais profundas para os trabalhadores do país. Os trotskistas denunciavam essa política como um revival da estratégia da IC estalinizada frente ao Kuomintang na China: “Contra a utopia da Aliança Nacional Libertadora clamam os milhares de operários mortos em Xangai e Cantão, clamam os operários lançados vivos nos fornos em chamas”, escreviam os trotskistas nas páginas de A Luta de Classe [7]. Para Pedrosa, a ANL “caminhava para um fracasso certo” [8], não apenas porque não era um frente de massas, mas porque implicava a subordinação do proletariado aos líderes da pequena burguesia.
O balanço desses acontecimentos teve dois desfechos: uma ruptura na LCI liderada por Aristides Lobo, que manteve o nome da Liga; o setor liderado por Mário Pedrosa, que se fundiu em 1937 com a Oposição Classista, dissidência do PCB crítica à “aventura militar”, dando origem a um novo partido trotskista: o Partido Operário Leninista (POL). Diante do giro repressivo do Estado Novo de Getúlio Vargas e cercado pela polícia política, sem margem para a clandestinidade, Pedrosa teve que se exilar na França.
Ao chegar, Mário Pedrosa tomou conhecimento de uma cisão no PCB de São Paulo, liderada pelo jornalista Hermínio Sacchetta e pelo alfaiate Heitor Ferreira Lima, membros de seu Bureau Político, que atacava diretamente o núcleo da doutrina oficial: o papel da burguesia nacional, sua condição de “motor da revolução brasileira” e a política dos Frentes Populares.
Como evocaria o próprio Pedrosa, o episódio representava uma situação inédita, em que “um movimento de rebelião contra a burocracia dirigente chegava a se dar de forma tão ampla” e “de cima para baixo”, dinamitando o dogma da infalibilidade da direção [9]. Para ele, essa ruptura não era um fato isolado, mas um sintoma local da crise internacional do estalinismo.
Segundo Karepovs, o cenário brasileiro oferecia aos trotskistas um terreno incomum: não existiam correntes centristas similares às da Europa, como o POUM espanhol, que disputassem esse espaço de ruptura [10]. O Partido Operário Leninista (POL) acabou se fundindo com o grupo de Sacchetta, dando origem ao Partido Socialista Revolucionário.
A fundação da IV Internacional e o distanciamento
Instalado na França, em um período marcado pela crise do entreguerras, Pedrosa, junto a Rudolph Klement em Paris, dedicou-se a preparar o Congresso de fundação da IV Internacional. Tornou-se delegado das seções latino-americanas e integrou seu Comitê Executivo, que depois se transferiu para Nova York. Com o início da guerra, aprofundaram-se as diferenças programáticas dentro da IV Internacional, especialmente após o pacto Hitler-Stalin (1939) e a invasão da Finlândia pela URSS. James Cannon e o SWP, junto a Trotsky, defenderam a “defesa incondicional” da URSS contra o imperialismo [11]. Essa posição gerou uma luta interna e a cisão da minoria do SWP liderada por Shachtman, Burnham e Abern, que rejeitavam essa defesa. Pedrosa publicou A defesa da URSS na guerra atual [12] e decidiu apoiar os dissidentes, o que levou a um intenso debate epistolar com Trotsky, que o acusava de romper com o método bolchevique e a disciplina organizacional. Isso envolvia particularmente Mário Pedrosa, já que a seção brasileira havia adotado as posições defendidas por Trotsky. E continuava: “Esses ‘democratas’ atuaram inteiramente como ‘boêmios franco-atiradores’.” [13] As discussões, tanto programáticas quanto metodológicas, eram cruciais diante da gravidade do cenário bélico. [14] O dirigente do Exército Vermelho assinalava que o verdadeiro perigo não era a “defesa incondicional” daquilo que merece ser defendido, mas sim a ajuda direta ou indireta à corrente política que buscava identificar a URSS com os Estados fascistas em benefício das democracias. [15]

Um novo rumo
Ao regressar ao Brasil após a derrota do Eixo em 1945, já afastado do trotskismo, sua trajetória política atravessou diferentes partidos em busca da “criação de um partido socialista independente que não seguisse nem a UDN nem o estalinismo e que tentasse uma política diferente do PCB”. [16] Essa busca conviveu com sua consolidação intelectual como crítico de arte, função a partir da qual se posicionou como o principal teórico e referência do movimento moderno no país. O golpe militar de 1964 foi uma irrupção violenta no Brasil mobilizado. Pouco depois do decreto do AI-5 da ditadura brasileira, Pedrosa foi processado, acusado de tentar difamar o regime ao denunciar as torturas contra presos políticos. Chegou ao Chile de Salvador Allende e encontrou refúgio no convulsionado Santiago, amparando-se na tradição de asilo — uma “criação” jurídica latino-americana, como gostava de escrever — pensada diante da intensidade das perseguições políticas da época. O golpe de Estado de Pinochet em 1973 o obrigou a um novo exílio, primeiro no México e depois em Paris.
Seu retorno ao Brasil em 1977 coincidiu com a véspera do giro conservador que, na década de 1980, atingiria duramente a classe trabalhadora. Nesse cenário, o intelectual que havia rompido com sua classe de origem e enfrentado o estalinismo, impactado pelas greves do ABC paulista entre 1978 e 1980 — que desafiaram a ditadura militar — viu na emergência desse novo proletariado um sujeito histórico fundamental. Essa certeza impulsionou suas últimas decisões políticas, antes de seu falecimento em 1981: o envio a Lula da Carta a um líder operário; os escritos em chave luxemburguista sobre a nova organização em Sobre o PT; sua assinatura como primeiro filiado dessa organização trabalhista. Paradoxos da história: as correntes trotskistas posteriores, que também participaram da fundação, reconheceram a autoridade do militante pioneiro do trotskismo no país. No entanto, não interpretaram o laborismo em chave leninista, mas sob as coordenadas do chamado “trotskismo de Yalta”. Ao carecer de um marco estratégico que explicasse as contradições da ordem do pós-guerra, terminaram por se adaptar aos partidos operários reformistas e comunistas. De fato, no recém-fundado PT, longe de travar uma batalha por uma perspectiva revolucionária, acabaram atados à política de Lula.
A fundação do trotskismo brasileiro, articulada nas pegadas de Mário Pedrosa, constitui um capítulo central na história da luta de classes do país: seu combate à concepção etapista do PCB; sua leitura original, radical e pioneira do capitalismo brasileiro sob a chave da Revolução Permanente; sua participação na fundação da IV Internacional. Esse conjunto é um legado, uma tradição intelectual e política indispensável para resgatar.
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Notas de rodapé
[1] Carta a Lívio Xavier, dezembro de 1927. Em Marques Neto, José Castilho, Solidão revolucionária: Mário Pedrosa e as origens do trotskismo no Brasil, WMF Martins, São Paulo: 2022, p. 91. (Tradução própria)
[2] Última carta desde Berlim, maio de 1928. Em Marques Neto, José Castilho, Solidão revolucionária: Mário Pedrosa e as origens do trotskismo no Brasil, WMF Martins, São Paulo: 2022, p. 92. (Tradução própria)
[3] “Esboço de análise da situação econômica e social do Brasil”, em http://ceip.org.ar/Bosquejo-de-analisis-de-la-situacion-economica-y-social-de-Brasil, Fúlvio Abramo e Dainis Karepovs (compiladores), A Contracorrente da História – Esboço de análise da situação econômica e social do Brasil. Documentos da Liga Comunista Internacionalista 1930-1933.
[4] Camarero, Hernán, “Contra a corrente. A Oposição de Esquerda na Argentina, 1929-1933”, Revista Archivos, ano IX, nº 17, setembro de 2020-fevereiro de 2021: 15-38.
[5] “O Nacional-socialismo e a crise econômica: lições da derrota do proletariado alemão no mês de setembro de 1933”, em https://www.marxists.org/portugues/tematica/jornais/homem/pdf/13_02-09-1933.pdf
[6] https://www.laizquierdadiario.com/Cuando-en-Brasil-se-derroto-al-fascismo-en-las-calles
[7] “A Luta Contra o Imperialismo”, A Luta de Classe, Liga Comunista Internacionalista (BL), nº 22, ano 5, abril de 1935 em https://www.marxists.org/portugues/abramo/1990/contracorrente/18.htm
[8] “A Luta Contra o Imperialismo”, A Luta de Classe, Liga Comunista Internacionalista (BL), nº 22, ano 5, abril de 1935 em https://www.marxists.org/portugues/abramo/1990/contracorrente/18.htm
[9] GEORGES (Lebrun). “A crise do stalinismo no Brasil e nossas perspectivas”, Boletim de Informação, Nova York, nº 1, jul. 1938: Karepovs, Dainis, “Mário Pedrosa e a IV Internacional (1938-1940)”, em Mário Pedrosa e o Brasil, Perseu Abramo, São Paulo, 2001.
[10] Dainis Karepovs, “Mário Pedrosa e a IV Internacional (1938-1940)”, em Mário Pedrosa e o Brasil, Perseu Abramo, São Paulo, 2001.
[11] León Trotsky, “Uma e outra vez sobre a natureza da URSS”, 18 de outubro de 1939, Em defesa do marxismo.
[12] No artigo definia a URSS como um “Estado livre burocratizado”. Ver em LEBRUN [pseudônimo de Pedrosa] “The defense of the U.S.S.R. in the present war”. Internal Bulletin (Socialist Workers Party), Nova York, vol. II, nº 10: 1A-17A, fev. 1940. Ver: https://www.marxists.org/history/etol/newspape/ni/vol06/no04/lebrun.htm
[13] Carta de León Trotsky e Otto Schüssler ao CEI da IV Internacional. Cidade do México, 01-02-1940, citado em Karepovs, Dainis, “Mário Pedrosa e a IV Internacional (1938-1940)”, Mário Pedrosa e o Brasil, Perseu Abramo, São Paulo, 2001.
[14] Karepovs relata que a situação se agravou quando Trotsky tomou conhecimento de que Shachtman, James e Pedrosa haviam se reunido em Cleveland em fevereiro para aprovar a criação de uma comissão independente. Trotsky declarou publicamente a dissolução do CEI e do PAC, substituiu seus membros e convocou uma Conferência Extraordinária da IV, conhecida como “Conferência de Alarme”.
[15] León Trotsky, Carta a Max Shachtman, 6 de novembro de 1939, em Defesa do Marxismo.
[16] “Mário Pedrosa. A vitória & dos seus fracassos”, Pasquim nº 469, ano 1978, edição número especial.