Imagem de capa do artigo

Reunião da Corrente Revolução Permanente: somos um partido internacionalista

Em 13 de setembro, realizou-se uma importante reunião da coordenação da Corrente Revolução Permanente (Quarta Internacional), que integra o PTS juntamente com organizações socialistas revolucionárias da França, Brasil, Chile, Bolívia, México, Estados Unidos, Estado Espanhol, Alemanha, Itália, Costa Rica, Uruguai, Venezuela e Peru.

Esta reunião realizou-se no âmbito de uma situação internacional altamente conturbada pela derrota estratégica dos Estados Unidos (e de Israel) na guerra do Irã, que acelerou a decadência do imperialismo norte-americano e a crise interna da presidência de Donald Trump, que poderá estar prestes a sofrer um duro revés nas eleições legislativas de 3 de novembro. Discutimos dois pontos centrais: 1) a propósito do próximo congresso da Left Voice, abordámos a situação nos Estados Unidos, em particular a emergência do DSA (Democratic Socialists of America) e o significado do auge dos “candidatos socialistas”; 2) a situação na Argentina, em particular a orientação política do PTS.

Apresentamos a seguir uma síntese das principais discussões e, por fim, as atividades de destaque da Corrente Revolução Permanente (CRP) desde a última conferência da nossa corrente internacional realizada em São Paulo, Brasil, em dezembro de 2025.

Estados Unidos. Decadência imperialista, crise orgânica e viragem à esquerda. O papel da Left Voice como organizador coletivo

A discussão girou em torno da situação política e das perspetivas para o surgimento de uma esquerda revolucionária nos Estados Unidos, com base nos documentos do próximo congresso da Left Voice, que se realizará em Nova Iorque entre 18 e 20 de setembro.

Nos seus relatórios, os/as camaradas da LV sintetizaram algumas das definições mais importantes dos documentos, entre as quais: 1) Na segunda presidência de Trump, em particular com a guerra no Irã, aprofundaram-se as tendências para a crise orgânica em desenvolvimento desde a crise de 2008. 2) Essa crise se expressa, no plano externo, num salto na decadência do imperialismo norte-americano que enfrenta a competição estratégica com a China e, no plano interno, num desgaste acelerado do próprio Trump, que encabeça um governo autoritário fragilizado e se encontra nos seus níveis mais baixos de popularidade. 3) O regime bipartidário tradicional está em crise e, desde a Grande Recessão de 2008, vem-se aprofundando uma polarização política aguda à direita, com o surgimento do trumpismo, e à esquerda, expressa na figura de Bernie Sanders e na emergência dos DSA. 4) O Partido Republicano está dividido em diversas frações rivais — como o movimento MAGA, os apoiantes do “America First” e os neoconservadores —, cujo confronto recrudesce devido ao enfraquecimento de Trump como fator unificador. O Partido Democrata, após a presidência de Biden e a derrota nas eleições de 2024, não consegue recompor a liderança do establishment neoliberal, embora vá provavelmente recuperar o controlo de pelo menos uma das câmaras nas eleições intercalares. 5) Estão se desenvolvendo processos inéditos de luta de classes, como o movimento contra o genocídio em Gaza e, sobretudo, a grande luta de Minneapolis contra o ICE e a política migratória fascistizante de Trump. 6) Neste quadro de crise do bipartidismo imperialista, resistência ao trumpismo e processos avançados da luta de classes, está a desenvolver-se politicamente um giro à esquerda que se expressa no fato de a maioria dos jovens entre os 18 e os 24 anos se declarar favorável ao “socialismo”, ainda que numa chave social-democrata.

Essa virada à esquerda é hoje canalizada pelo DSA que, segundo os seus organizadores, contam atualmente com mais de 120.000 aderentes a nível nacional (sendo o número de militantes ativos menor) e constroem-se como uma fração interna do Partido Democrata. Os DSA conquistaram algumas posições importantes no regime político, como a câmara municipal de Nova Iorque com Zohran Mamdani. Internamente, encontram-se sob tensão entre setores da direção que procuram aprofundar este caminho de gestão do Estado imperialista e aspiram a ser uma renovação do Partido Democrata, e outros que questionam esta orientação, com setores de base claramente à esquerda que colocam a necessidade de um terceiro partido independente do Partido Democrata, ligado aos sindicatos.

Neste contexto, o papel do Left Voice, que é um jornal marxista integrado na Rede Internacional La Izquierda Diario e na CRP, é atuar como “organizador coletivo” dos/as camaradas que intervêm em diversos setores, como na educação, na CUNY (College University of New York), nas lutas contra o ICE e a política migratória, em campanhas contra a perseguição estatal a ativistas (como os 15 de Minneapolis), ou no movimento negro, como em Los Angeles, do qual Julia Wallace é uma referência importante, e em Detroit. Lutamos por uma verdadeira esquerda revolucionária nos Estados Unidos que combata o imperialismo e procure a unidade com os explorados e os povos oprimidos de todo o mundo. O Left Voice está a serviço da luta por um partido da nova classe trabalhadora, anti-imperialista e anticapitalista, que rompa com a trágica tradição de cooptação do Partido Democrata.

Argentina. Transformar a nova localização política em organização partidária e coordenações de frente única

A partir de um informe de Emilio Albamonte, debatemos em profundidade a orientação do PTS na Argentina para impulsionar um partido da nova classe trabalhadora. Em seu informe, Emilio atualizou os avanços na política de colocar em pé coordenadoras e comitês em todo o país para organizar a enorme simpatia por Myriam Bregman como referência da esquerda revolucionária, lançada no ato de 1º de maio no Ferro. Emilio também desenvolveu conceitos centrais apresentados nas entrevistas que publicamos no Esquerda Diario, como o conceito de “fusão” com os setores mais ativos e militantes do amplo movimento que está começando a se organizar nesses comitês, com o objetivo de construir um partido da nova classe trabalhadora.

Um ponto fundamental do debate foi como, a partir dessas novas instituições, impulsionamos a mobilização e a luta contra o governo de Milei, o FMI e o imperialismo, cujo primeiro grande desafio será a Marcha de la Bronca (Marcha da Indignação) de 19 de setembro, convocada por mais de 350 organizações e importantes personalidades da cultura. Nosso objetivo não é fazer um protesto ou marcha isolada, mas continuar em um nível superior a organização em cada província, cidade e bairro do país. A Marcha da indignação é uma grande oportunidade para agitar a necessidade de derrotar Milei com a greve geral, e não apenas com a participação eleitoral como nos pressiona o regime político (e também setores da esquerda).

Desde que lançamos a proposta dos comitês, já foram formados 200, em 23 províncias e cerca de 170 localidades ou bairros, o que demonstra tratar-se de um fenômeno nacional. Eles se formaram inclusive em províncias ou localidades onde não tínhamos militância prévia, ou a partir de pessoas que nos escrevem pelas redes sociais para colocá-los em pé. Os comitês são destacados impulsionadores da Marcha da Indignação e de encontros ou coordenações locais. Participarão de mais de 50 convocatórias em diferentes pontos do país, chamadas em conjunto com centenas de organizações e cerca de 160 assinaturas individuais de setores de destaque da cultura, direitos humanos, etc.

Nas últimas reuniões de comitê, participaram cerca de 7.500 pessoas (incluindo a militância do PTS). Elas se somam às que participaram das reuniões anteriores, de suas comissões (onde as de gênero são especialmente muito militantes), oficinas do Manifesto do PTS ou outras atividades, e a outros que fazem parte das amplas comunidades de redes sociais. Trata-se, portanto, de um universo muito amplo ao redor de cada comitê. Cabe destacar que esse público chega por meio das redes sociais de Myriam Bregman, Nicolás del Caño, Christian Castillo ou Alejandro Vilca, e que essas pessoas são influenciadas não apenas pelas ideias expressas em seus discursos públicos, mas também se informam e se formam por meio do La Izquierda Diario, dos programas de streaming (como Se viene el zurdaje) e do Círculo Rojo (transmitido pela Radio con Vos), entre outras iniciativas que acontecem em cada uma das províncias e que precisamos aprofundar. Outro dado de destaque é que entre 30% e 50% dos participantes das reuniões dos comitês chegam através do site comunidaddeizquierda.com, onde se inscreveram cerca de 17 mil pessoas, havendo companheiros e companheiras dedicados a essa tarefa, o que inclui os novos integrantes dos Comitês.

Um dos aspectos mais qualitativos é que, dependendo do local, 40% a 50% dos membros dos comitês são muito ativos e/ou militantes. E, com os novos integrantes mais destacados dos comitês, está sendo feita uma experiência de “fusão”, dirigindo as tarefas e objetivos votados nos comitês em equipes comuns com os militantes do PTS. Isso está apenas começando, mas é muito promissor. Afinal, em muitos casos, os recém-chegados nos “ultrapassam pela esquerda” em sua atitude militante, o que coloca a possibilidade de “renovar as gerações dirigentes” nas equipes que impulsionam os comitês.

Por outro lado, os integrantes são, em geral, muito “orgânicos”: destacam-se os professores na Região Metropolitana de Buenos Aires (AMBA), mas também na Patagônia somam-se petroleiros; em particular, há um avanço muito qualitativo nos estudantes secundaristas de todo o país e, em todos os setores, há um protagonismo destacado das mulheres. Esse aspecto marcante combina-se com o fato de que começam a se reunir delegados de escolas, fábricas ou setores de serviços, presidentes de grêmios estudantis escolares e delegados de turma.

Agora, em termos concretos, há muita atividade para preparar a marcha do 19S e se lançar a mobilizar com força. A consolidação da Marcha da Indignação, convocada a princípio por Myriam Bregman e que os comitês assumiram com grande entusiasmo — e que dialoga com o profundo mal-estar existente em relação ao Governo e à oposição cúmplice, diante da paralisia das grandes centrais sindicais —, já chegou à base de algumas organizações peronistas que a veem com simpatia. Em alguns casos, estas dariam “liberdade de ação”, embora as grandes organizações de massas ainda não a convoquem.

Os comitês por um movimento em defesa de um partido da nova classe trabalhadora têm o desafio de se lançar para incidir na realidade e ver em que medida há um amadurecimento para atuar como “multiplicadores”, promover a auto-organização e coordenações que articulem “volumes de forças”, a fim de impulsionar “grandes operações” de massas, como a frente única operária, na perspectiva de derrotar Milei, o seu plano, o FMI e os grandes empresários com a greve geral e defendendo um programa transicional para que a crise seja paga pelos capitalistas (tendo como base o que está expresso no Manifesto do PTS e no programa da FITU) e a perspectiva de um governo das e dos trabalhadores.

Nosso internacionalismo prático e a luta por uma Internacional da Revolução Social

Desde a última conferência internacional realizada em São Paulo, em dezembro de 2025, na qual adotamos o nome de CRP, viemos dando passos importantes para aprofundar nosso internacionalismo prático e avançar na luta pela reconstrução de uma Internacional Socialista Revolucionária. A seguir, faremos um breve balanço das atividades mais destacadas da nossa corrente:

Uma delegação composta por companheiras/os do PTS, do MRT do Brasil, da CRT da Catalunha e do PTR do Chile (neste último caso, na preparação prévia) participou da Flotilha Sumud em solidariedade a Gaza, denunciando o genocídio e enfrentando o ataque do Estado de Israel. Anteriormente, já tínhamos participado da Marcha Global a Gaza e da Flotilha Sumud em 2025, com nosso companheiro Bruno Gilga como porta-voz da delegação brasileira.

Uma missão do PTS, integrada por companheiros/as do setor da saúde, viajou à Venezuela para colaborar com nossos camaradas da LTS, que estavam em um trabalho intenso que vinham desenvolvendo a partir da tragédia dos terremotos, em tarefas solidárias e de organização diante da catástrofe deixada pelo sismo de junho, no quadro do saque imperialista e da transformação do país em um protetorado norte-americano com Delcy Rodríguez como delegada de Trump. Essa política concretizou-se no socorro que organizamos a partir do Pan y Rosas, que lançou uma grande campanha internacional em solidariedade ao povo venezuelano.

Estabelecemos uma colaboração revolucionária estreita entre o PTS, o PTR e o MRT com os camaradas da LORCI da Bolívia, que tiveram uma intervenção destacada na enorme luta contra o governo direitista de Paz (assessorado pelo fascista Cerimedo, amigo de Milei), impulsionando os bloqueios e a auto-organização para enfrentar a traição da burocracia da COB. Nesse processo, o La Izquierda Diario da Bolívia deu um salto.

No Brasil, os companheiros/as do MRT vêm realizando uma intensa atividade política, intervindo em sindicatos como o dos professores de Santo André e o Sintusp, no movimento estudantil (como na Universidade de São Paulo) e no movimento negro por meio do Quilombo Vermelho. Atualmente, estão participando da greve dos bancários. Além disso, vêm desenvolvendo uma grande atividade ideológico-política nas Casas Marx de diferentes cidades, com debates que contam com a participação dos principais intelectuais de esquerda. A última atividade desse tipo foi a inauguração da Casa Marx de Belo Horizonte, com mais de 700 presentes. Em agosto, organizaram uma importante turnê de Myriam Bregman, que apresentou seu livro Zurda (editado em português sob o título Moderada Jamais) diante de um auditório lotado. A visita de Myriam teve grande repercussão política e gerou muito interesse nos grandes meios de comunicação nacionais, como a Folha de S. Paulo e o O Globo, que realizaram extensas entrevistas com ela.

No México, os companheiros e companheiras do MTS tiveram uma atuação destacada na greve do magistério por aposentadorias dignas, que ocorreu durante a realização da Copa do Mundo de futebol. Também atuaram na luta contra as demissões de servidores públicos no governo Sheinbaum, impulsionando o agrupamento “Queremos trabalho digno” e a coordenação com outros grupos. Além disso, em 1º de maio inauguraram a Casa Marx na Cidade do México, onde foram realizadas importantes jornadas de reflexão e debate com a presença de destacados intelectuais e referências da esquerda, a propósito do 86º aniversário do assassinato de Leon Trotsky.

No Chile, o PTR vem intervindo nos processos de mobilização, fundamentalmente da juventude, contra o governo do pinochetista Antonio Kast, que, poucos meses após assumir, já se tornou profundamente impopular e enfrenta a resistência de diferentes setores contra suas políticas antioperárias e repressivas. A última grande mobilização ocorreu em 5 de setembro, convocada pela Coordenação de Estudantes Secundaristas, da qual participaram mais de 5.000 jovens que enfrentaram a brutal repressão dos carabineros. Uma das orientações centrais do PTR é organizar amplamente essa juventude que está na vanguarda da luta contra Kast e indica o caminho para enfrentar a direita no continente.

No Estado Espanhol, avança a fusão da CRT com a Corriente Roja – Cuarta Internacional, que conta em suas fileiras com dirigentes de grande tradição no movimento trotskista, como Ángel Parras, após um processo de discussão e intervenção comum na luta de classes, como a grande greve da educação na Catalunha e em outras regiões. O potencial dessa fusão já se expressou na Escola de Verão da CRT – Corriente Roja sob o lema: Pensar a revolução. Tomar partido, que contou com a participação de 300 companheiros e companheiras.

Na Alemanha, os companheiros e companheiras do RIO também realizaram um acampamento de verão com mais de 200 participantes, no contexto da ascensão eleitoral da Alternativa para a Alemanha (AfD) e do ressurgimento do Die Linke, que, apesar de ser um partido com clara orientação reformista e de ter passado por crises importantes por sua participação em governos de austeridade, atraiu dezenas de milhares de jovens que o veem como um instrumento para enfrentar a extrema-direita. Na Itália, a FIR realizou sua conferência em junho, o que permitiu consolidar as bases programáticas e políticas do grupo.

O ponto de maior destaque na construção europeia é o avanço do Révolution Permanente (RP) na França, que deu saltos em sua construção e influência política, tanto no movimento operário quanto no movimento estudantil. Isso se expressou nos últimos meses nos resultados eleitorais de sua organização juvenil, Le Poing Levé, nas eleições nacionais do CROUS (Centros Regionais de Obras Universitárias e Escolares), nas quais obteve 25.000 votos, tornando-se uma das principais organizações estudantis do país; nos encontros anti-imperialistas organizados meses depois, que reuniram 1.600 jovens em 4 cidades; e na conquista de dois cargos municipais em Saint-Denis. Em junho, aproveitando o julgamento de dois de seus militantes, o RP levou adiante uma grande campanha contra a repressão às vozes pró-Palestina, culminando em um grande ato de mais de 1.000 pessoas em Saint-Denis com a presença de Myriam Bregman, além de uma manifestação em frente ao tribunal que mobilizou as principais organizações francesas de esquerda, sindicais e pró-Palestina — contando com a presença especial de Jean-Luc Mélenchon, candidato presidencial pelo La France Insoumise (LFI).

Neste momento, o RP está fazendo uma grande campanha política para garantir que Anasse Kazib, dirigente operário e principal porta-voz da organização, possa se apresentar como candidato à presidência nas eleições de 2027. Frente ao neorreformismo do LFI, reforçado pelo temor da extrema-direita, o RP luta por uma alternativa de independência de classe e anti-imperialista, colocando no centro a força da nova classe operária. Esta campanha está apenas começando e já gera grande interesse — como ficou demonstrado pelo forte impacto na recente Fête de l’Humanité (grande evento político-cultural da França organizado pelo jornal L’Humanité) —, mas também ataques da extrema-direita, incluindo a principal força do país, o Rassemblement National (RN) de Marine Le Pen, que pediu a dissolução da organização por suas denúncias contra os crimes policiais e seus chamados à mobilização.

Estes são apenas alguns exemplos, aos quais se somam as atividades dos companheiros do Uruguai, Costa Rica e Peru, que podem ser encontradas na seção internacional do La Izquierda Diario, bem como as elaborações políticas, teóricas e estratégicas dos grupos que integram a CRP.

Junto com o March To Socialism da Coreia do Sul, impulsionamos um site da CRP em inglês focado na elaboração e no acompanhamento jornalístico da Ásia, que foi uma das resoluções centrais votadas na conferência da CRP em São Paulo. O objetivo deste site é difundir amplamente entre o proletariado dessa região estratégica as posições socialistas revolucionárias e intervir nos debates da esquerda asiática.

Por fim, estamos avançando na elaboração conjunta com o March To Socialism, Rouge (Bélgica) e What Is To Be Done (Canadá) de um Manifesto por uma Internacional da Revolução Socialista, baseado em importantes acordos programáticos e estratégicos, entre os quais: 1) Uma posição comum sobre a guerra na Ucrânia contra o “campismo”, seja ele pró-OTAN ou pró-Rússia. 2) Pela derrota dos Estados Unidos e de Israel na guerra de agressão imperialista contra o Irã, sem prestar apoio político ao reacionário regime iraniano. 3) A luta contra o genocídio em Gaza, contra o Estado sionista e o seu plano colonial de limpeza étnica, e pelo direito à autodeterminação nacional do povo palestino. 4) A reivindicação da teoria-programa da revolução permanente. 5) Independência de classe e a necessidade de enfrentar tanto as estratégias “mal-menoristas” de colaboração de classes contra as extremas-direitas quanto as de gestão do Estado capitalista. 6) A luta pela hegemonia operária e pela auto-organização, pela frente única operária e pelo surgimento de conselhos (soviets).

Com este Manifesto, queremos fazer um chamado a setores da vanguarda operária e juvenil, e a organizações ou setores de esquerda que se orientem num sentido revolucionário, para desenvolver a discussão e a experiência política comum na luta de classes, de modo a avançar na reconstrução de uma internacional revolucionária — que, por programa e estratégia, é para nós a Quarta Internacional. Afinal, como diziam Marx e Engels no Manifesto Comunista, a luta da classe trabalhadora e dos oprimidos contra o capitalismo e pelo socialismo é nacional na forma, mas internacional no conteúdo.