Operário trotskista francês, Anasse Kazib fará ser ouvida a voz dos trabalhadores nas presidenciais de 2027
O Révolution Pemanente, organização irmã do MRT na França, anunciou a candidatura de Anasse Kazib à eleição presidencial, num clipe que ele chama a fazer ser ouvida a voz da nova classe trabalhadora. A voltar aos fundamentos deste projeto, e da necessidade de defender um programa anticapitalista e anti imperialistas nas eleições.
Publicado originalmente no Révolution Permanente, no dia 1º de junho.
Para as classes dominantes, a eleição presidencial de 07 deve ser um espiral. Após 10 anos de macronismo, elas esperam superar a crise do regime que se aprofundou após 2022 e responder à crise do capitalismo francês. Em uma situação marcada pela decomposição da ordem internacional dominada pelos Estados Unidos, e pelo agravamento das rivalidades entre as potências, esta perspectiva promete novas ofensivas contra os trabalhadores e as classes populares. Mas dentro de um contexto em que o imperialismo está posto em cheque no Irã, e as ofensivas lideradas por Trump geram revoltas, como na Bolívia, estes planos poderão também ser confrontados com importantes dificuldades.
Crise econômica, social e política: os grandes capitalistas querem sair à ofensiva em 2027
Por isso, enquanto Le Pen e Bardella vão de reunião a reunião com o grande patronato, Attal promete atacar o seguro desemprego, Retailleau militarizar os bairros populares, Darmanin endurecer as políticas xenófobas. Edouard Philippe, que defendeu há alguns anos a aposentadoria aos 67 anos, pretende nos fazer "trabalhar mais". Todos prometem que estas políticas serão acompanhadas de uma austeridade dura, para pagar a dívida e o deficit, criados pelos mais de 200 bilhões de auxílio financeiro anual para a patronal, resultante das presidências de Sarkozy, Hollande e Macron. Estas economias devem permitir o financiamento da militarização, para melhor defender os interesses do Estado francês e de suas multinacionais de armas na mão, como já faz o macronismo no estreito de Ormuz, ao enviar o porta-aviões Charles de Gaulle.
Todas estas questões vão dominar a eleição presidencial. Eles prometem ofensivas duras contra os trabalhadores, a juventude e as classes populares. Enquanto que em 20 anos, o patrimônio dos 500 mais ricos da França pulou a mais de 1 trilhão de euros, enriquecendo os patrões do luxo, da grande distribuição, da venda de armas, das telecomunicações ou ainda das finanças, o nível de vida dos trabalhadores já está consideravelmente degradado. Hoje, eles são os primeiros a sofrer as consequências econômicas da crise internacional: a inflação está de volta, o aumento dos preços do combustível empobreceu o mundo do trabalho enquanto enriqueceu a Total, e o desemprego novamente aumentou enquanto que os fechamentos de empresas se multiplica. Mas o objetivo essencial dos candidatos é de ir ainda mais longe, lançando novos ataques contra a aposentadoria e outras "reformas sistêmicas", como exige a MEDEF (maior federação patronal da França, N.d.T.).
No entanto, há contradições importantes para a imposição de tal plano. Em primeiro lugar, grande parte da classe dominante teme que a eleição presidencial resulte em um poder fraco e uma nova situação de impasse pelo fato da profunda crise política no país. Este problema está reforçado pela crise estrutural do capitalismo francês. Se a RN (Reunião Nacional, N.d.T.) é a melhor posicionada, com seu perfil totalmente "pro business", as reações que ela pode suscitar com sua chegada ao poder preocupam a grande patronal. Ao lado deles, Philippe, Attal ou Retailleau disputam a hegemonia ao centro e à direita, sem ter sucesso em desempatar entre si. Por fim, à centro esquerda, as tentativas de ressuscitar um social liberalismo em crise entra em colisão com dificuldades profundas, malgrado as ambições de Glucksmann ou Hollande.
Esta situação alimenta uma cólera surda, na qual os primeiros sintomas se expressam nas greves locais, como da Airbus. Nas emissoras de televisão, jornalistas e políticos demonstram preocupação de que novas mobilizações possam se ampliar prejudicando os planos do próximo governo. Apesar disso, nenhum projeto coloca a nova classe trabalhadora no centro das atenções, suas reivindicações e seus métodos de luta, na preparação para enfrentar o período que está por vir. Ou, frente a um sistema capitalista em crise, que só promete miséria, endurecimento autoritário e tendências à guerra, precisamos de um projeto e uma estratégia que correspondam ao radicalismo das classes dominantes, mas que sirvam aos interesses das classes trabalhadoras.
Fazer ouvir a voz da nova classe trabalhadora
Dos coletes amarelos à luta contra a reforma da previdência, do movimento contra a Reforma Trabalhista até a greves dos ferroviários, dos trabalhadores da limpeza, da saúde e da educação, com ou sem documentação, nos últimos 10 anos, foram os trabalhadores e as classes populares a principal força de oposição no país, com seus métodos próprios de luta. Apesar das grandes narrativas neoliberais, sobre o "desaparecimento" da classe operária, aqueles e aquelas que são obrigados a vender a sua força de trabalho para viver, ocupando um lugar subordinado na cadeia de comando, continuam sendo o setor majoritário na sociedade. Massacrada pela precariedade e pelo desemprego, trabalham como terceirizados ou diretos, em contratos permanentes ou temporários, em tempo integral ou em paralelo com os estudos; mais feminizada, racializada e LGBT do que já foi, confrontada pelo racismo do Estado, a violência política, os problemas com a imigração, e também pelo aumento do sexismo, da transfobia e pelo capacitismo; politizada pela solidariedade com a Palestina, a causa ecológica e a luta contra a extrema direita, mas também atravessada pela influência de ideias reacionárias, a classe operária é heterogênea, nas ela também é mais numerosa do que jamais foi.
Ainda, o mundo do trabalho é invisível nos debates políticos das eleições presidenciais. Através da noção de "nova França", a FI (France Insoumise, N.d.T.) promete um projeto de "reconciliação nacional", o que contrasta fortemente com a escalada racista e xenófoba que está no cerne dos planos dos vários candidatos da burguesia. No entanto. seu projeto faz dos trabalhadores um componente entre outros em um bloco eleitoral no qual estes devem se diluir. Sua estratégia de "revolução cidadã" afirma que será possível "mudar a vida" nas urnas, usando os meios institucionais. Ela liquida assim a especificidade da posição dos trabalhadores na produção e seus métodos de luta, condenando o movimento à procurar sistematicamente canalizar a cólera em direção aos modos de ação do "cidadão", ou seja, manifestações pacíficas e eleições.
Em contraste, a RN de Le Pen e Bardella procura regularmente apresentar-se como um partido que defenderá os trabalhadores, destacando a proporção de "operários" em seu eleitorado. MAs esta postura mal esconde que seu projeto racista procura ativamente dividir os trabalhadores, e mesmo a oposição da extrema direita contra as lutas operárias, contra às organizações sindicais e as reivindicações mais elementares como o aumentos salariais e do salário mínimo legal. Nos últimos anos, a RN não fez mais do que reforçar o caráter pró patronal de seu projeto, multiplicando as reuniões com a patronal do CAC40 (membros do mais alto capital financeiro francês, N.d.T.), parabenizando a Total e a CMA-CGM (3a maior empresa mundial de transporte marítimo, N.d.T) pelos bilhões de lucro, questionando a revogação da reforma da previdência de Macron, isso sem para não falarmos da relação de Jordan Bardella com uma aristocrata multimilionária.
Ao contrário, para enfrentar a crise atual, estamos convencidos de que é fundamental defender uma política de classe, que parta da realidade contemporânea da classe operária e suas implicações. Uma política que permita unificar e colocar em movimento a união de forças do mundo do trabalho, que se desenvolveram separadamente nos últimos anos. Uma política que permita dialogar com milhares de trabalhadores abstencionistas, que veem que o jogo eleitoral não muda nada das suas condições de existência, mas também com os setores que adquiriram as ideias da extrema direita, marteladas cotidianamente durante décadas, reforçada pela ideia que não existe "nenhuma alternativa" que não seja a concorrência entre os trabalhadores franceses e os estrangeiros para arrancar algumas migalhas. Uma perspectiva que também não tem nada a ver com aqueles, como Ruffin ou Roussel, que reivindicam dirigir-se aos trabalhadores contra a influência da extrema direita adaptando-se à essas ideias reacionárias, seja participando na estigmatização dos "amparados", seja denunciando toda forma de radicalização ou seja opondo o mundo do trabalho às lutas contra as opressões racistas e de gênero.
É precisamente isso que Anasse Kazib, ferroviário, militante político e sindical, que esteve no centro de todos os principais movimentos dos últimos anos, que se meteu na luta contra a reforma da previdência, no movimento dos coletes amarelos e no movimento de solidariedade com a Palestina, vai defender nas eleições presidenciais.
Os trabalhadores precisam de uma perspectiva revolucionária
O lugar particular que ocupa a classe operária na sociedade lhe confere um papel decisivo para derrubar a ordem vigente, com seus próprios métodos. Ainda, à esquerda, predominam as orientações institucionais. Mesmo aqueles que conduzem as mesmas forças mais radicais, como a France Insoumise, aliam-se regularmente com os inimigos dos trabalhadores, como o PS, que desempenhou um papel tão central quanto a direita na ofensiva neoliberal e defendeu perspectivas mínimas frente ao nível de crise do capitalismo. Frente aos que lucram com a guerra como a Total, o movimento propôs como medida um gerenciamento das margues de lucro, ou a nacionalização muito parcial da empresa pagando dezenas de bilhões de indenização. Sobre o tema da corrosão dos salários, a France Insoumise propõe um aumento do Salário Mínimo legal, mas submete o aumento do conjunto dos salários às negociações com a patronal. Por fim, frente ao endurecimento autoritário do regime e da crise da V República, a LFI propõe um projeto vago de VI República, à ser negociado com o conjunto de forças do regime, a ponto de Mélenchon não descartar a possibilidade de manter a instituição presidencial.
De forma mais ampla, a lógica totalmente institucional implica que a LFI negocie com o poder econômico, prometendo que sua política de estímulo "preencherá a lista de reivindicações" das grandes empresas, ou cortejando os líderes das PMEs (Pequenas e Médias empresas, N.d.T.) que exploram setores inteiros do mundo do trabalho. No terreno internacional, em um período em que a oposição à guerra e ao imperialismo é uma tarefa chave, Mélenchon apresenta a França como uma potência da paz pretendendo assumir o lugar de continuidade de De Gaulle e Mitterrand. Ele justifica ainda a defesa dos interesses do Estado francês, de sua indústria do armamento ou de seu exército, enquanto chega até o ponto de defender as operações lançadas por Macron no estreito de Ormuz em nome da necessidade de "honrar os compromissos da França ombro a ombro com seus aliados", ao sabor das monarquias reacionárias do Golfo. Qualquer perspectiva que recuse um verdadeiro enfrentamento com as classes dominantes e o Estado termina por se opor à derrubada do capitalismo, mesmo que esta diga ser da "ruptura". Pelo contrário, nós pensamos que defender os interesses da nova classe trabalhadora implica na reconstrução de uma esquerda anticapitalista consequente, revolucionária, capaz de traduzir sua estratégia em uma política que dialogue com a realidade de nossa classe.
Por isso também, se a Lutte ouvrière se reivindica, como nós, do marxismo revolucionário, e mantém uma linha de independência de classe, acreditamos que esta organização não é uma alternativa. Impregnada de um profundo ceticismo, esta organização considera que estamos em um período de recuo, no qual deveríamos levar a cabo uma política de tipo "trade-unionista" com a classe, uma propaganda comunista e privilegiar a auto construção de sua organização. Isso conduz a LO a manter campanhas rotineiras e testemunhais, centradas em algumas reivindicações econômicas anticapitalistas, com dificuldade para convencer nossa classe. Além disso, a LO considera que todas as questões que não passam diretamente pela exploração capitalista são secundárias, sendo até fatores de distração e divisão do proletariado, ao ponto de às vezes se adaptar às ideias dominantes nestes assuntos, como vimos com seu alinhamento regular com uma tradição secularista da esquerda. Nem a sua lógica derrotista, cada vez mais em desacordo com a crise da ordem internacional e o ressurgimento da luta de classes desde 2008, nem a sua abordagem operária são capazes de convencer a nova classe trabalhadora
Ao contrário disso, faremos da campanha de Anasse Kazib uma ferramenta para discutir a reunião dos problemas com os quais se enfrenta a classe operária. Para alcançar esse objetivo, devemos enfrentar o desafio de unificá-la, combatendo as divisões que a atravessam, as diferenças de sociais, o racismo, o machismo, tendo em vista a aliança entre os trabalhadores e os outros setores oprimidos da sociedade, sejam pequenos agricultores, artesãos ou movimentos feministas, antirracistas ou ambientalistas. Mas também estamos convencidos de que dar voz à nova classe trabalhadora significa defender uma perspectiva radical, que não nutre ilusões sobre o Estado ou os patrões, mas que, ao contrário, abraça a necessidade de pôr fim ao capitalismo e defender um projeto social diferente: o comunismo. Diante de um capitalismo que entrou numa nova era de guerras e catástrofes, vincular cada luta a esse horizonte é um imperativo vital.
Uma campanha operária, anti-patronal, anti-imperialista e revolucionária
O programa que defendemos deve, antes de tudo, impedir que a crise atual seja paga pelos trabalhadores e pelas classes populares. Isso implica defender respostas ofensivas à crise, começando por exigir o aumento do salário mínimo para 2000 € e de todos os salários, sua indexação à inflação, e a aposentadoria aos 60 anos (55 anos para trabalhos penosos) sem o condicionamento do tempo de contribuição, além de financiar massivamente os serviços públicos, colocados sob controle dos trabalhadores, para responder às imensas necessidades dos usuários na educação, saúde ou transportes, e pôr fim à degradação do cotidiano dos assalariados desses setores.
Num período em que os fechamentos de empresas se multiplicam, é preciso acabar com o desemprego e a precariedade que beneficiam os patrões, proibindo as demissões e cortes de postos de trabalho, impondo a contratação de todos os trabalhadores precários, temporários, interinos ou terceirizados, e distribuindo o tempo de trabalho entre todos os que podem trabalhar. Se empresas recusarem essas medidas, é necessário expropriá-las sob controle dos trabalhadores e, mais amplamente, expropriar setores estratégicos como energia ou saúde, sem indenização nem compra.
Essa é a condição para implementar uma planificação da economia que não seja apenas sugestões dirigidas à grande patronal. Enfrentar a ditadura patronal é uma necessidade no momento em que, de Vincent Bolloré a Rodolphe Saadé passando por Xavier Niel ou Patrick Pouyanné, o domínio dos grandes capitalistas sobre nossas vidas se reforça cada dia mais.
Nosso programa deve também ser uma ferramenta para deter a marcha rumo à guerra. Para isso, não temos nenhuma ilusão sobre o papel da França, ao contrário. Estamos convencidos de que a luta contra a militarização implica se opor ao nosso próprio imperialismo. Exigindo o fechamento de todas as bases militares, a retirada de todas as tropas francesas e o fim de todas as operações do exército no exterior, começando pela retirada do porta-aviões Charles de Gaulle do estreito de Ormuz. Desmantelando a indústria de armamentos e todos os mercadores da morte, cúmplices do genocídio em Gaza, e reconvertendo sua produção sob controle dos trabalhadores. Nos opomos aos orçamentos militares e a todas as medidas que visam a militarizar a juventude e a população, com o lema “nem um euro, nem uma vida para suas guerras”. O dinheiro da guerra deve servir para financiar massivamente os serviços públicos, que devem ser colocados sob controle dos trabalhadores e dos usuários, seja na saúde, na educação ou nos transportes, que deveriam ser gratuitos. Finalmente, essas reivindicações devem andar de mãos dadas com um internacionalismo que apoie todas as lutas anti-imperialistas, começando pelo apoio à luta do povo palestino, ou pela defesa da derrota dos Estados Unidos e de Israel em sua guerra contra o Irã.
Essas batalhas são indissociáveis da luta contra o endurecimento racista e autoritário. O combate contra a extrema-direita passa por uma recusa clara da divisão racista entre trabalhadores nacionais e estrangeiros, regularizando todos os imigrantes sem documentação e impondo a liberdade de circulação e instalação (incluindo moradia). Implica também defender medidas como a dissolução imediata de todos os corpos especiais da polícia, a revogação de todas as leis autoritárias e racistas. Mas o autoritarismo atual é também produto do endurecimento de um regime apodrecido, a Quinta República. Frente aos defensores de uma Sexta República, que seria apenas um retorno a um regime parlamentar, reivindicamos o fim da Presidência da República, do Senado e do Conselho Constitucional, e a implementação de uma assembleia única, concentrando o poder executivo e legislativo. Seus membros deveriam ser eleitos por dois anos, revogáveis a qualquer momento, recendo o mesmo salário médio de uma professora ou uma enfermeira, para atacar os privilégios dos políticos profissionais.
A luta por essas reivindicações deve ser um ponto de apoio para avançar rumo à derrubada do capitalismo e a um governo dos trabalhadores.
Um governo dos trabalhadores de ruptura com o capitalismo só poderá emergir de uma mobilização maciça das grandes massas, cuja preparação implica tirar os balanços dos últimos anos de luta de classes e travar um combate feroz contra as burocracias sindicais, em defesa da auto-organização. Somente um movimento baseado em instituições de auto-organização de massas poderia substituir o Estado burguês, a serviço de uma minoria de capitalistas, por um poder operário. A implementação de uma sociedade socialista, dirigida a partir de baixo, a partir da socialização e da planificação democrática da produção, seria a condição para enfrentar a crise climática reorganizando a produção. É também uma das condições para pôr fim ao patriarcado, começando pela socialização de todo o trabalho doméstico para libertar as mulheres. Esta é igualmente a única maneira de evitar um futuro de barbárie.
Para que a nova classe trabalhadora possa se apresentar na eleição presidencial
A presença de Anasse Kazib está, no entanto, longe de estar garantida. A barreira dos 500 apoios de eleitos [parrainages, são assinaturas oficiais exigidas para que um candidato possa se apresentar a uma eleição majoritária, como a eleição presidencial, NdT] existe precisamente para impedir candidaturas subversivas, que defendem interesses contrários aos das classes dominantes. É por isso que a primeira batalha será uma batalha democrática pelo direito de levar adiante um projeto político que, caso contrário, não será defendido por ninguém. Ora, a existência de uma esquerda operária, comunista e revolucionária forte será decisiva, qualquer que seja o cenário ao final da presidencial. É por isso que Révolution Permanente chama todos os seus simpatizantes, mas também aqueles que, sem concordar com nossas ideias, pensam que deveríamos poder expressá-las no debate presidencial, a nos ajudar, seja financeiramente, seja contatando eleitos ou participando das campanhas de busca de apoios ao lado de nossos militantes.